Tem uma matéria circulando sobre a Flordelis que fala de um quarto que ela tinha dentro de uma casa de swing.

Eu acho a história toda bizarra, mas honestamente se ela tem um quarto numa casa de swing ou um condomínio inteiro, esse é o menor dos problemas. Inclusive nem chega a ser problema nosso essa questão.

Se o quarto não era pago com verba de Gabinete, se ela não ia para o quarto durante as sessões da Câmara Federal e se ela não cometia crimes nesse quarto, essa história pouco me preocupa e pouco me importa. Quem tem que cobrar isso são os familiares e ovelhas da Igreja dela.

Se ela se relaciona com 10 pessoas ou com 1 pessoa (desde que não tenha crime no meio) o problema é dela. O que me importa, ela sendo Deputada, é se o mandato dela é um bom ou não. Inclusive esse é o problema central.

Legisla para um grupo específico, atende os interesses restritos de um grupo religioso, não têm dado contribuições efetivas para São Gonçalo que foi uma cidade que votou em peso nela e está sendo investigada por um crime grave de assassinato.

Olhando com “carinho” a história toda, o quarto nem é problema.

O decreto de reabertura dos comércios em São Gonçalo parte do pré-suposto que o Coronavírus respeita a legislação. Não temos uma diagnóstico profundo pois testamos pouco, não temos fiscalização que dê conta do tamanho da cidade por conta dos poucos profissionais (proporcionalmente ao tamanho da cidade) e não estamos dando assistência para a população mais vulnerável (distribuição de máscaras, álcool em gel, etc.).

Anunciar uma abertura de comércio vai ajudar sim a economia de alguns empreendimentos, mas ao mesmo tempo vai gerar uma enorme possibilidade de infecção em massa. Estamos, no Brasil, criando um fenômeno único no mundo. Enquanto todos os países estão reabrindo quando a curva de óbitos está estabilizando na queda, nós vamos reabrir quando a curva de óbitos está estabilizando na subida.

Vamos, conscientemente, reabrir os comércios do país com a maior média de óbitos por dia do mundo. Também vamos, conscientemente, construir políticas de prevenção que não serão cumpridas pois a fiscalização não dá conta, a conscientização de parte da população não ajuda e a cidade não tem dinheiro para investir nem em assistência (basta olhar o kit merenda de 30 e poucos reais) e nem em prevenção (quêdê as mascaras para as pessoas?).

Os decretos do Governo do Estado e da Prefeitura de São Gonçalo (O Governo Federal prefiro nem comentar) são, na verdade, uma aposta às cegas de que nós seremos o único país do mundo, no topo da lista de óbitos e segundo na lista de confirmações (mesmo com poucos testes), que não vai ter ainda mais óbitos com a reabertura.

Torço muito pela vida de todos vocês e dos familiares de vocês pois sei como essa doença é terrível. Tive um familiar infectado, um amigo que morreu e outros vários amigos que ficaram internados. Vocês não têm ideia da gravidade dos casos mais intensos e se tiverem, sejam responsáveis de evitar ao máximo infectar ou serem infectados.

NENHUMA cidade do mundo que está no topo de confirmados está tomando as medidas que o São Gonçalo está tomando. Estados Unidos, Itália, Espanha e Reino Unido estão reabrindo o comércio quando os números estão reduzindo e nós quando a curva está crescendo.

Por isso que o decreto é aquele tipo de decisão que parte do pré-suposto que um problema estrutural vai acabar por conta de uma decisão de gabinete. Compreendo os empreendedores, os trabalhadores e já que vai reabrir, vou torcer para que isso não aconteça e que eu esteja errado, mas os dados estão ai e é isso. É selva.

A Manifestação Vidas Negras Importam em São Gonçalo aconteceu no dia 5 de julho no Centro de São Gonçalo. Liderado por jovens de diversos bairros da cidade, a manifestação aconteceu de maneira muito organizada.

Fotografia – Bruno Sant’Anna Ramalho

A reabertura do comércio tem vários debates. Eu, pessoalmente, era a favor do Governo Federal, Estadual e Municipal dar assistência econômica para as pessoas ficarem em casa. Minha opinião é só minha opinião e o Brasil (e minha opinião) foi atropelado pela realidade, ou seja, os comércios vão reabrir.

Parte do problema é planejamento, outra parte a falta de comando/diálogo entre as esferas governamentais e parte falta de dinheiro. Juntando tudo, temos Estado do Rio de Janeiro quebrado, o município numa situação pior do que já era e o Governo Federal eu nem conto na condução das políticas públicas na saúde.

Compreendo profundamente os trabalhadores que saem de casa para garantir o almoço e janta desde o início da pandemia. Julgo os festeiros e quem trata quarentena como férias, esses sim precisam ser punidos.

Fizemos a quarentena a toque de caixa aqui em São Gonçalo, mas não podemos reabrir a toque de caixa. Ônibus lotados, barcas lotadas, filas no Shopping, aglomeração em Alcântara e tudo que é perigoso numa pandemia parece ser a possível regra dessa abertura.

Perdi um amigo de infância ontem para o COVID19 e tive um familiar com o vírus. O Coronavirus é pesado, é duro, é assustador. Reabrir sem planejamento é fazer o caixão ser regra.

Não se trata de vida ou economia. Se trata de uma obviedade mundial. Teremos máscara para todos? Teremos álcool em gel para todos? Teremos distanciamento de 1,5 metros nas filas? Teremos fiscais suficientes para fechar e punir pessoas que cometerem irregularidades?

Compreendo o trabalhador e o pequeno e médio empreendedor que estão desesperados. Também estou, todo mundo está, mas precisamos cobrar regras eficientes e duras.

Alguns salvarão a vida, uns o emprego, uns a empresa e outros o mandato. Alguns não vão salvar nada e o Brasil da gripezinha é o segundo país com mais confirmados e está entre os três com mais óbitos.

Sabe o que isso significa? Selva. Salve -se quem puder.

Recentemente fiz uma entrevista com Antônio Milton que é Enfermeiro Gerontológico. O trabalho dele é cuidar da qualidade de vida dos idosos. Poucas vezes vi alguém tão apaixonado pela profissão e ele desbloqueou uma pergunta na minha cabeça durante esse período de Coronavírus; Por qual motivo só reparamos a rotina dos idosos agora?

Bate Papo com Romario Regis – Antônio Milton

Tem muita gente questionando os idosos nos mercados, transportes públicos e nas ruas como se eles nunca estivessem por lá antes. O esteriótipo de idoso é daquela pessoa vulnerável que só vai para a rua para fazer exame e visitar familiares. Estamos errados, os idosos sempre estiveram invisíveis na nossa rotina de juventude e de vida adulta.

Os idosos estão pelos bailes flashback, os idosos estão nas igrejas, os idosos estão na casa um dos outros fofocando, os idosos estão flertando pelo telefone residencial. Os idosos estão vivendo numa faixa diferente da nossa e talvez a gente não compreenda que viver para além dos nossos gostos também é viver uma vida boa de ser vivida.

Assim como os idosos não deveriam estar nos mercados e nas ruas por conta da quarentena, você também não deveria estar. Assim como eles fazem parte do grupo de risco, você faz parte do grupo que mais pode infectar pessoas. Assim como você pode não ter alguém para te ajudar, os idosos também podem não ter. A vida é dura, seja você jovem, adulto ou coroa.

O Portal do Envelhecimento me presenteou com uma matéria em 2017 chamada “A invisibilidade despercebida: Idoso é frágil, mas não é bibelô para ser esquecido na estante da vida“. Concordo. Idoso se diverte, conversa, namora, transa, estuda e se ele está circulando pela cidade é pelo fato de ter os mesmos direitos que você, inclusive pode errar como você.

Quando ver um idoso no mercado em situação de vulnerabilidade, pede para ele ir para casa e vá também. Os dois deveriam estar na quarentena.

Para explicar a necessidade da prevenção contra o Coronavírus, vou usar a Micareta do Mauá como exemplo.

As Micaretas que aconteciam no Mauá tinham uma organização específica que garantia a segurança, número de cervejas e funcionários a partir da capacidade média do público que poderia ir, ou seja, mesmo que acontecesse um grave problema dentro do Mauá, a organização teria algum controle para conter o episódio.

O Sistema Público de saúde funciona da mesma maneira. Ele se organiza com um orçamento específico com uma capacidade média para as doenças que já existem e a compra de itens médicos, contratação de profissionais e recursos disponíveis é contado dentro de uma expectativa de usuários médios.

Se na Micareta entrar um grupo de 5 pessoas armadas trocando tiros lá dentro, o sistema de segurança acaba sendo desarticulado pois a organização da micareta não conseguiria prever um episódio atípico como esses. Isso serve para o sistema de saúde, que mesmo com sua organização média, não está preparado para receber um volume enorme de pessoas com o Coronavírus por falta de leitos, equipamentos e profissionais.

E é para isso que serve a Prevenção. No caso da Micareta os seguranças revistando as pessoas e no caso do Sistema de saúde a implementação da quarentena.

Vou dar um exemplo em relação ao vírus.

Uma cidade tem 100 pessoas e todas elas serão infectadas ao longo do tempo. Dessas 100, 30 vão passar pelo estado mais grave dos sintomas. Na mesma cidade, o hospital só consegue atender por semana 5 pessoas em estado grave.

Se as pessoas não respeitarem a quarentena e 10 pessoas manifestarem os sintomas graves ao mesmo tempo, 5 delas não serão atendidas. A prevenção é justamente para que os casos graves cresçam a medida que o sistema de saúde dê conta de executar os atendimentos.

Nesse sentido, a quarentena serve para que a média de casos graves ou infectados seja proporcional a capacidade de atendimento do sistema de saúde de um país, cidade ou estado.

O Brasil não trata prevenção como algo sério. A falta de prevenção gerou o crime que a Vale cometeu em brumadinho. A falta de prevenção faz nossos rios e ruas alagarem em chuvas intensas. A falta de prevenção fez o Flamengo cometer o crime contra os garotos do ninho. Vamos tratar prevenção do Coronavírus como algo menor novamente?

Até a data de hoje o Brasil tem 203 confirmados com o Coronavírus. No mundo são 174.295 mil confirmados com 6.673 mortes até então. Não vou entrar nas teorias da conspiração que estão dizendo que a China inventou esse vírus pois não existe nenhuma prova ou pista para confirmar isso e mais parece conversa de terraplanista.

O Brasil teve um aumento de 65% de infectados em apenas 24h e depois de São Paulo, o Rio de Janeiro é o Estado com mais pessoas com o vírus no nosso país. Países como Argentina e Colômbia já fecharam suas fronteiras na América Latina. Alguns países na Europa estão restringindo aeroportos, portos, estradas e ferrovias, além da mobilidade em qualquer espaço público que pode ser passível de punição dependendo do caso.

E no Brasil?

No Brasil temos o Presidente da República dizendo que o Coronavírus está sofrendo um “superdimensionamento” mesmo depois de mais de 6 mil mortes no mundo. Temos Governadores e Prefeitos desrespeitando as orientações mínimas da Organização Mundial da Saúde. Temos parte da população entendendo quarentena como férias para ir para a praia, viajar, curtir festas e assim seguimos tentando fazer um controle epidemiológico sem nenhum comprometimento público.

Existem dois grupos nesse contexto. O grupo dos que são obrigados a trabalhar e não tem o que fazer a não ser ter cuidados redobrados no seu dia a dia e o outro grupo que pode ficar na quarentena por conta do tipo de trabalho que exerce. Dentro do grupo que pode ficar de quarentena, existe uma grande parte, se não a maioria, que será a responsável por matar idosos e dar escala ainda maior para o Coronavírus.

Ou “Deus é Brasileiro” e não vai deixar o Coronavírus gerar mais problemas ou “Mente vazia é oficina do Diabo” e eu não sou otimista.

A Prefeitura de São Gonçalo publicou decreto extraordinário na noite desta sexta-feira (13), em Diário Oficial, adotando critérios para o enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional em decorrência do Coronavírus. Dentre as medidas, o recesso escolar na Rede Municipal de Ensino será adiantado para o período entre 16 e 27 de Março, podendo o ato ser prorrogado conforme orientação da Secretaria Estadual de Saúde.


Faltas, atrasos, abandonos, ausências e qualquer ato assemelhado e injustificado em todas as unidades da Rede Municipal de Saúde, no período em que ficar declarada a situação de emergência, serão consideradas infração administrativa de natureza grave.


A vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de São Gonçalo criou um canal direto de esclarecimentos e informações através do número telefônico: 21965975309. o Atendimento é realizado das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira. É importante destacar que só serão aceitas mensagens escritas, não podendo ser enviado áudio ou realizar ligações.

Em homenagem ao mês das mulheres, o Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem realiza um mutirão de agendamento de Mamografia e Densitometria Óssea feito na própria unidade. É necessário levar o pedido médico original pelo SUS do Município e xerox da identidade, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência. A marcação poderá ser realizada de segunda a sexta, das 8h às 17h.

O Centro Municipal de Diagnósticos por Imagem fica na rua Coronel Serrado, 1600 – Bairro Zé Garoto – São Gonçalo.

Indicações

Segundo orientação médica, a recomendação para começar a fazer o exame de mamografia é a partir dos 40 anos para mulheres sem histórico familiar de câncer de mama. Se houver casos, a mamografia deve ser realizada a partir dos 35 anos anualmente.

A indicação para realização de densitometria óssea é para mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70. Há exceções para casos como: baixo peso, fratura prévia, medicações que aumentam o risco de osteoporose, doenças que aumentam o risco de osteoporose, entre outros.

Estão abertas as inscrições para 350 vagas gratuitas no curso de Pré-Enem da Firjan SESI em São Gonçalo, que tem o objetivo de contribuir com a formação dos alunos com base nos objetivos do ENEM e de outros vestibulares, expressos em competências fundamentais para ampliação da visão crítica e social necessárias ao exercício pleno da cidadania.

As inscrições ficam abertas até 13 de março de 2020 ou até ser atingido o número limite de candidatos por vaga, conforme previsto em edital.  

Para participar, é preciso ter idade mínima de 15 anos, estar matriculado em turma de 2º ou 3º ano do Ensino Médio (Regular/EJA), em qualquer escola da rede pública de ensino OU já ter concluído o Ensino Médio.