1. Priorizar a inteligência no combate à violência

O que queremos fazer?

Trazer para São Gonçalo a discussão sobre o uso da informação e da inteligência para combater a violência urbana, a partir da experiência de outros municípios como Rio de Janeiro e Niterói. 

Como planejamos fazer?

Discutindo dentro do orçamento público o aumento do investimento planejado para a inteligência, para que esse ponto seja tratado com relevância dentro dos recursos destinados à segurança pública. Queremos apresentar o exemplo do Centro de Inteligência e Segurança Pública de Niterói, um aparelho de baixo custo que contribui com a investigação e prevenção de crimes. 

Além disso, queremos conectar a cidade com instituições de pesquisa, como a graduação em Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense, onde muitos gonçalenses estudam. 

Por que essa proposta é necessária?

O número de guardas municipais e de policiais na rua, em São Gonçalo, é bem reduzido. Mesmo que fosse alto seria difícil prevenir a ocorrência de assaltos e outros crimes. A experiência de quem é vítima de um crime na cidade é ir para a delegacia e fazer o boletim de ocorrência, sem grandes expectativas de resolução. Montar um sistema integrado de informação, com câmeras espalhadas pela cidade e conectado com a guarda municipal e a polícia militar, irá contribuir com a diminuição de assaltos, furtos e outros crimes na cidade. 

2. Transparência nos dados da segurança pública

O que queremos fazer?

Colaborar com o poder público na observação dos dados da violência em São Gonçalo, melhorando as informações disponibilizadas e o combate à violência de forma objetiva e inteligente. 

Como queremos fazer?

Cobrar os dados do Instituto de Segurança Pública do Governo do Estado e de outras organizações que monitoram os casos de violência na cidade e dialogar com o poder público municipal e estadual sobre as estratégias de resolução e prevenção de crimes. 

Por que essa proposta é necessária?

Se perguntarmos para qualquer pessoa que vive em São Gonçalo se a cidade é violenta, a resposta quase sempre será afirmativa. Mas, na verdade, não estudamos de forma correta quais são as áreas mais violentas, as ocorrências por tipo de crimes e quem são as principais vítimas. Sabendo disso, é possível cobrar do poder público de forma mais efetiva e propositiva. Além disso, queremos construir um canal de diálogo entre Governo do Estado e Prefeitura, para que as ações que influenciam diretamente na vida e no cotidiano das pessoas sejam bem planejadas e realizadas.

3. Melhorar as condições de cargos e salários da guarda municipal

O que queremos fazer?

Melhorar o plano de cargos e salários dos trabalhadores da guarda municipal, cobrar a realização de concursos e a realização de treinamentos para a atuação na cidade.

Como planejamos fazer?

Analisando o plano de cargos de salários e propondo, em âmbito legislativo e em discussão com a Prefeitura, uma reformulação que atenda às condições de trabalho dos guardas municipais. Queremos também cobrar da Prefeitura um calendário de treinamento dos guardas municipais e a estrutura de equipamentos e veículos da guarda. 

Por que essa proposta é necessária?

A guarda municipal é uma instituição importante para a segurança pública do município. Seja no controle do trânsito ou na colaboração da segurança nas ruas da cidade, é importante que os homens e mulheres que trabalham na área sejam bem remunerados, treinados e tenham boa estrutura para trabalhar. Fiscalizar as condições de trabalho da guarda municipal é fundamental para a organização da cidade e redução da violência. 

4. Articular o aumento do policiamento na cidade

O que queremos fazer?

Montar um espaço de diálogo que aproxime Prefeitura e Governo do Estado a fim de melhorar o policiamento da cidade e a construir estratégias no enfrentamento da violência, com respeito aos moradores do município. 

Como planejamos fazer?

No início de 2021, vamos marcar conversas frequentes com os gestores da política militar, Governo do Estado, Prefeitura de São Gonçalo e deputados estaduais com base eleitoral na cidade para discutir o aumento do policiamento e o investimento em estratégias para combater a violência na cidade.

Por que essa proposta é necessária?

Por conta da falta da presença do Estado, não só pela falta de políticas públicas para segurança, muitas zonas da cidade estão dominadas pelo crime organizado. As ruas da cidade, de modo geral, estão longe de serem seguras para andar depois que anoitece, com muitos casos de assalto e outros tipos de violência. Encontrar soluções viáveis para essa questão não é fácil, precisam ser pensadas em conjunto com os atores envolvidos e que possuem influência na segurança pública da cidade. O primeiro passo é sentar e conversar. Parece simples, mas ainda não acontece. Se esse passo já tivesse sido dado, mortes de jovens, como aconteceram este ano por exemplo, poderiam ser evitadas.

5. Cobrar a realização de políticas públicas voltadas para o enfrentamento à violência contra a mulher

O que queremos fazer?

Cobrar do poder público municipal e estadual a produção de dados e informações que melhorem os canais de denúncia e resolução de crimes de violência contra a mulher.

Como planejamos fazer?

Iniciando um diálogo entre organizações gonçalenses e de outros locais para discutir os índices de violência contra a mulher. Vamos cobrar nas unidades de segurança locais o envio das informações e presença de policiais mulheres.

Por que essa proposta é necessária?

A violência contra a mulher não é enfrentada na cidade de acordo com a gravidade deste problema. Durante a pandemia de COVID-19, por exemplo, muitas mulheres sofreram agressões físicas e psicológicas dos seus parceiros, mostrando ainda mais a amplitude e complexidade do problema.

O poder público deve agir de forma firme e consciente para que os números de casos de violência contra a mulher sejam divulgados e possam diminuir com as ações de prevenção e combate à violência.