Oi, tudo bem? Hoje vou listar 7 projetos em São Gonçalo que contribuem para a redução de danos ao meio Ambiente na cidade. Gostei desse formato de lista e vou continuar usando para dar visibilidade para boas iniciativas pelas nossas terras.

Projeto Remoma

Criado pelo Marcos Dias, o Projeto Remoma está fazendo o reflorestando do morro da Igreja Matriz nos últimos 17 anos. O Projeto tem três pilares. O ecológico através do reflorestamento, o religioso por conta da via sacra que fica atrás da Igreja Matriz e o turístico que é a construção de um futuro parque no local.

Coletaí

O Colet é um projeto criado pela jovem Luma Moura que promove o descarte correto de resíduos sólidos através da educação ambiental. Através do cruzamento de dados e mapeamento da cadeia produtiva do lixo gonçalense, o Coletaí conecta a população aos pontos de coleta de lixo da cidade.

Desafio do Lixo – Pedrinhas

O Desafio do Lixo – Praia das Pedrinhas iniciou em abril de 2019 e já recolheu mais de 3 toneladas de lixo do manguezal da Praia das Pedrinhas. Fui um dos fundadores e logo em seguida Yonara Costa chegou para contribuir e consolidar o projeto. Uma vez por mês fazemos a limpeza do manguezal com o apoio de dezenas de voluntários.

Reciclus

Apesar de não ser uma marca/projeto nativo de São Gonçalo, eles estão presentes em alguns empreendimentos na cidade. A Reciclus destina corretamente as lâmpadas que vão para o lixo. Os pontos de coleta aqui em São Gonçalo estão no Makro São Gonçalo, Carrefour Alcântara, Lojas Riachuello, Atacadão, São Gonçalo Shopping, Casa Show São Gonçalo e Extra Supermercados.

Projeto Uçá

O Projeto Uçá é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.Sua missão é a conservação de ecossistemas costeiros,com foco nos manguezais e valorização de povos tradicionais.”. Apesar de atuar em todo o leste da Baía de Guanabara, é preciso destacar sua enorme importância para São Gonçalo que também é banhada pela Baía. Suas ações são em diversas frentes da preservação ambiental.

São Gonçalo Shopping Sustentável

O Programa São Gonçalo Shopping Sustentável tem como finalidade implementar ações que preservem o meio ambiente. A unidade possui um local destinado a separação e compactação de lixo reciclável como: papel, papelão, alumínio, plástico, ferro, e lixo descartável, como: comida, papel molhado, embalagens. A Central de Reciclagem é destinada a lixos recolhidos nas lixeiras do shopping. Além disso, possuem coletores de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes.

Associação dos Produtores Rurais Assentados da Fazenda Engenho Novo

A Associação foi construída por conta dos assentamentos de terras no entorno da Fazenda Engenho Novo, em Monjolos. Desde a divisão das terras, os produtores rurais se organizam para fazer feiras e eventos levando produtos produzidos pelas famílias. A contribuição da associação, para além de manter as terras produtivas, é de garantir uma produção local de frutas e verduras de altíssima qualidade.

Domingo, final de tarde e os ônibus estariam passando pela Paul Leroux. Os camelôs estariam colocando gelo para a cerveja, refrigerante e cantina da serra. Os fogos começariam a estourar e eu saberia que era hora do bom e velho sambão.

Junto com a decadência da Porto da Pedra por faltas de investimentos públicos e privados, um dos eventos mais importantes da cidade também miou. De Novembro até o carnaval, domingo era dia de se divertir no inferninho localizado entre a mangueira e o paraíso.

O mais legal era a democracia da festa. Na Praça dos Ex-Combatentes as famílias ficam perto do tanque para curtir os brinquedos, uma galera curtindo outras coisas atrás do tanque, os esfomeados no meio da praça, os cachaceiros na frente da UERJ, os funkeiros ficam depois da UERJ, os playboys na frente da Estação dos Sabores e os casais espalhados por todas as ruas paralelas possíveis.

Mesmo com o trio elétrico com um som não tão bom, mesmo com as eventuais brigas que sempre rolavam, o sambão era diversão certa. Gerava economia para quem queria vender umas bebidas, gerava diversão para quem estava sem nada para fazer, gerava uma consagrada ou consagrado para quem estava procurando, gerava briga para quem estava procurando briga, etc.

Falando em busca, já reparou como a gente fica buscando na memória relembrar das pessoas nos anos anteriores? Fico reparando quem engordou, quem emagreceu, quem cortou o cabelo, quem pintou o cabelo, quem enriqueceu, quem foi solto, quem está namorando com quem?

Não escutei as gritarias, aquele som ruim, não comi meu frango empanado e não vou relembrar de como é bom andar, andar e andar pelo ensaio do Porto da Pedra sem ter nada para fazer além de trocar ideia andando de um lado paro outro.

Sobre o desfile da Porto da Pedra – Madrugada de sexta para sábado às 00:15h.

Se rolasse uma refundação da cidade de São Gonçalo, nosso símbolo seria uma bisnaga de maionese temperada. Teríamos bisnagas verdes, amarelas, roxas com orégano e avermelhadas com pimenta na bandeira.

Já rodei muitos estados, mas a melhor maionese temperada do país deve ser a nossa. Espalhadas pelos centros gastronômicos das praças e dos bastidores da falta de luz, todo ponto de x-tudo tem um sabor único. Uns mais gordurosos, outros mais gourmet, outros que nem gosto de maionese tem, mas todos são parte fundamental do podrão do final do dia.

Pode parecer bobeira, mas a maionese temperada é uma das dimensões da sustentação econômica da cidade. Ao mesmo tempo que a economia do país e da cidade vão se pulverizando por conta de toda uma conjuntura política instável no Brasil, esse tipo de especiaria, aliado ao mercado de consumo de alimentos de rua, é um mecanismo importante para a vida econômica local.

Tenho certeza que quando você vai escolher o local para comer leva em consideração a maionese temperada. Lembra do lanche, dos acompanhamentos e vê, se no final, o tempero te ganha.

E pra você? Qual é a melhor maionese temperada da cidade?

Uma fotografia ficou famosa essa semana. Alguns moradores colocaram uma piscina na Rua Dr. Getúlio Vargas, em Santa Catarina. Cerveja gelada, pagode e piscininha amor. A Guarda Municipal, corretamente, retirou a piscina alegando os perigos de deixar uma piscina numa rua principal.

De maneira geral, São Gonçalo não cuida da prevenção de nada. Não temos programas eficientes de prevenção contra as enchentes, contra a violência, contra o desemprego, contra os esgotos a céu aberto e, como podem ver, de prevenção de uso de espaço público.

Ando muito por São Gonçalo, muito mesmo. Certamente sou uma das pessoas privilegiadas que conseguem conhecer a cidade com mais profundidade e nessa análise por observação, também concordo com Rodrigo Santos dizendo que São Gonçalo não tem dono.

Restaurantes ocupando a calçada inteira, mas não mexemos por estarem gerando trabalho. Bares na Pista de Caminhada ocupando a linha do trem e a rua inteira, mas não mexemos por estarem gerando trabalho. Bar na Praia das Pedrinhas fazendo um deck invadindo a água, mas não mexemos por estarem gerando trabalho. Todo mundo pegando energia do poste, mas não mexemos por conta da burocracia que é pedir para a ENEL.

Nossa cidade institucionalizou a selva e é por isso que uma piscina não pode ser recriminada. Não dá para o Estado (qualquer esfera governamental) ou uma cidade repreender uma piscina na rua sem antes dar uma resposta sobre o Piscinão de São Gonçalo, não dá para punir o dono da piscina sem antes punir os responsáveis pelas piscinas durante alagamentos do Vila Lage, da Ipuca, da Fazenda dos Mineiros.

Nós somos um povo forte, criativo e cheio de energia. Poderíamos usar essa criatividade para fechar ruas aos finais de semana liberando oficialmente as piscinas nas ruas, mas não temos Guarda Municipal suficiente para isso. Poderíamos pressionar o Governo do Estado para reabrir o Piscinão, mas a política local só fala da necessidade de polícia (necessária, mas não dá conta de tudo e já falei sobre isso). Poderíamos reabrir as piscinas olímpicas dos CIEP, mas “não temos” dinheiro para isso. Nesse sentido, que culpa tem uma piscina na rua?

Piscininha amor, piscininha.

São Gonçalo não é a melhor cidade para se morar e todo mundo já sabe disso. Gostar da cidade não significa ignorar suas contradições, problemas e desigualdades sociais, pelo contrário, gostar significa reconhecer e tentar contribuir para reduzir os impactos negativos que a cidade possui.

Nesse contexto, por andar muito por outras Cidades e Estados, por circular muitos ambientes políticos e/ou empresariais, comecei a perceber que existem gonçalenses que não levam a cidade para nenhuma das suas conquistas, mas para conquistar qualquer coisa usam o “sou Gonçalense” nas frases de impacto para dar uma carteirada de pobreza para a platéia.

Nas eleições desse ano, por exemplo, já sei que vou encontrar vários “sou Gonçalense” no dia a dia, mas que na eleição ficará discutindo Crivella, Freixo e Eduardo Paes ignorando completamente a eleição da sua própria cidade. Na eleição desse ano, vou ter que engolir gente que ficou 4 anos criticando somente o Crivella e que agora, por ter interesses eleitorais na cidade, vai lembrar que Nanci existe.

Quer ignorar São Gonçalo e cagar pra cidade, tudo bem, é direito seu. Você tem todo direito de ignorar completamente a existência de São Gonçalo, mas não seja hipócrita de usar que é de São Gonçalo pra dar carteirada de quem teve vida sofrida sem de fato se preocupar com a cidade.

Em 2007 o Município de São Gonçalo criou o Polo Automotivo do Coelho. Esse polo, aprovado por lei na câmara, representa “o polígono formado pelos seguintes trechos de ruas: final da Rua Jovelino de Oliveira Viana com a Rua Juvenal Figueiredo até o nº 500“.

Estamos falando de um polo que vai completar 13 anos em 2020 e apesar de toda e qualquer crítica que eu faça, é preciso respeitar a continuidade desse pequeno centro que foi criado no Governo da Panisset, passou pelo governo de Neilton Mulin e continua no Governo Nanci como um espaço importante para a cadeia produtiva do mercado automotivo.

Quais as metas estabelecidas em 2007 e como anda cada item?

Na época que foi criado, 7 itens seriam cuidados pela Prefeitura Municipal. Óbvio que cada tópico tem responsabilidades que fogem da alçada do Prefeito e vou refletir cada tópico a partir das minhas conversas com empreendedores e observação.

  1. o livre trânsito de veículos e transeuntes – Pouco ou nada avançou desde aquele período. O aumento da frota de carros desde 2007, falta de ampliação significativa no número de guardas municipais e poucas mudança nas vias inviabilizou são tópicos desse debate.
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  2. a segurança local – Não consegui comparar os números específicos no bairro, mas os gerais (da cidade) apresentam uma piora desde 2007 com variações em alguns períodos. A falta de segurança tem mais relação com o Estado e menos com o Município. Além disso, esse espaço fica entre favelas que estão em conflito.
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  3. a harmonia estética – A Prefeitura surfava num momento econômico muito bom quando o polo foi criado. Isso refletia na construção das praças, canteiros e organização da iluminação. Neilton deixou a desejar em relação ao Lixo e Nanci resolveu essa questão logo depois.
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  4. as sinalizações indicativas semafórica e horizontal – Assim como a estética, o momento econômico da Panisset era muito bom e fortalecia esse tipo de item e assim como a estética, a sinalização seguiu a mesma sequência de não ser tão eficiente.
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  5. o disciplinamento do comércio ambulante – Não consigo emitir opinião histórica.
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  6. as condições ambientais – São Gonçalo não tem política ambiental eficiente desde sempre. Muitas vezes os Secretários são ruins, mas muitas vezes os Secretários são bons (como o Ricardo Harduim) e não são empoderados suficientemente para dar conta do seu trabalho.
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  7. a adequada aplicação das demais posturas municipais – Apesar de episódios nos centros de Alcântara e São Gonçalo que eu absolutamente não concordo, a aplicação do código de posturas no Polo Automotivo do Coelho melhorou bastante.

Acredito demais que a construção de polos econômicos, gastronômicos e culturais vão ajudar na referência de projeto de cidade para São Gonçalo. Definir esses espaços faz com que nossa organização fundiária se organize para dar conta dessas pequenas iniciativas. O Polo Automotivo do Coelho precisa melhorar muito. É preciso reduzir impostos das empresas naquele espaço, é preciso melhorar o acesso e comunicação do Polo e criar uma cadeia produtiva ainda mais eficiente liderada pelo poder privado, mas conduzida pelo poder público.

A primeira vez que conheci essa região da cidade foi durante minha adolescência. Achei estranho sair de Alcântara e minutos depois estar num lugar com sítios, fazendas, bois e plantações. Era uma contradição para minha cabeça acostumada com o Rodo e Alcântara.

Uma região construída pelos negros escravizados da Fazenda Engenho Novo.

Parte da economia gonçalense antes da industrialização passava por Santa Izabel, Monjolos, Largo da Ideia e bairros próximos. Durante o segundo império essa região foi muito importante para a economia do Estado por conta da produção de café e a segunda fase de força econômica foi até os anos 60 durante o Estado Novo por conta da extração de calcário e da citricultura (produção de frutas cítricas).

O centro dessa região era a Fazenda Engenho Novo. Esse espaço foi palco de uma parte importante da história da cidade já que nomes relevantes passaram por lá como é o caso do Barão de São Gonçalo e também da família Serrado. Vale lembrar que atualmente parte significativa dos moradores são descendentes de escravos que ficaram na região ou conseguiram terrenos após a construção do Assentamento Rural Fazenda Engenho Novo.

Assentamento Rural Fazenda Engenho Novo e a agricultura familiar.

Em 1993 o ITERJ, Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro, desmembrou as terras da Fazenda Engenho Novo. Foram 147 sítios (terrenos separados) criados a partir das terras da Fazenda para o desenvolvimento da agricultura familiar. Fui na região em 2010, 2011 e 2012 para conhecer um pouco mais da área e me surpreendi, já naquela época, com a infinidade de possibilidades que aquela região apresentava como saída para a alimentação e economia de São Gonçalo.

Em 2012, por exemplo, um grupo de agricultores franceses foi conhecer a região da Fazenda Engenho Novo. Os europeus vieram para São Gonçalo para conhecer o programa de assentamentos rurais que produziam frutas, hortaliças, gado de leite e de corte, suíno e avicultura.

Além da organização das terras por parte do ITERJ lideradas pela Secretaria Estadual de Habitação, a EMATER, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro, dava suporte técnico para o desenvolvimento da produção dessas famílias. A EMBRAPA também contribuiu bastante nesse período, mas rapidamente se afastou.

O hoje que ignora o passado e que não tem projeto de amanhã.

Desde o final da gestão de Aparecida a região não recebe a devida atenção. Já escrevi dias atrás o quanto Panisset fez coisas ruins para São Gonçalo, mas é preciso destacar que nesse setor ela conseguiu ser mais eficiente que a média dos Prefeitos da cidade. O Governo Neílton chegou a ter uma ou outra iniciativa, o Nanci chegou a se movimentar através da Secretaria responsável, mas nada que fosse uma política com energia suficiente.

Atualmente o ITERJ continua fazendo algumas ações, mas a realidade é que nossa política de agricultura para aquela região não dá conta da atenção que ela precisa. O município tem feito esforços, o ITERJ tem feito esforços, mas nada que consiga integrar aquela região aos campos econômicos da cidade num volume significativo para um município com mais de um milhão da habitantes.

Dias atrás o Governador Wilson Witzel anunciou o lançamento do Programa Segurança Presente em São Gonçalo. Esse é um programa fundamental para os centros urbanos das cidades. No meio do seu discurso de lançamento, ele fez a seguinte declaração em relação a Fazenda Colubandê;

São Gonçalo precisa de policiamento, precisa reforçar a estrutura dos policiais, o Estado precisa remunerar melhor os profissionais da segurança, mas nem toda questão no Estado do Rio de Janeiro e em São Gonçalo será resolvida com polícia.

O policial, por mais importante que seja numa sociedade, não pode substituir a função dos professores, artistas, médicos, assistentes sociais, engenheiros e vice-versa. Cada profissão tem seu valor e a Fazenda Colubandê é um desses lugares que precisa conciliar sua vocação (histórica, cultural e patrimonial) para não virar apenas um local que abrigue o Batalhão Florestal.

Breve histórico da Fazenda Colubandê e o contexto político.

Já publiquei um texto contando um pouco do contexto político que a Fazenda Colubandê está inserida, além disso “a Fazenda Colubandê é uma das fazendas coloniais mais importantes do Brasil. A sua história começou no século XVII quando foi comprada por Duarte Ramires de Leão e ali sua família viveu até o século de XVIII, tornando a propriedade em uma das maiores produtoras de cana-de-açúcar da região” (…) “também pertencente ao conjunto se encontra a Capela de Monserrate, que depois passou a se chamar Capela de Santana, erguida originalmente para o batizado do filho de Duarte Ramires de Leão, no ano de 1618.“.

Em 2012 a Fazenda Colubandê foi abandonada pelo Governo do Estado quando retirou o Batalhão Florestal de lá. Em 2013 Pezão anuncia a construção de duas escolas, uma de ensino técnico e outra de segundo grau, e uma biblioteca no espaço. Em 2013 é criado o movimento “Fazenda Colubandê – Quem Ama Cuida“. Em 2017 André Lazaroni assume a Secretaria Estadual de Cultura e anuncia a reabertura da Fazenda através do POC (Programa de Ocupação Cultural). Em 2020 o Governador Wilson Witzel anuncia devolver o Batalhão Florestal para a Fazenda.

Witzel, não caminhe na mesma estrada que Pezão e Cabral.

O Batalhão Florestal é imprescindível para o desenvolvimento ambiental de São Gonçalo e não tenho dúvidas disso. Já existe uma unidade destacada (do 7º Batalhão) atrás da fazenda que poderia ser ampliada enquanto o casarão da Fazenda serviria como uma espécie de Biblioteca Parque, Campo de São Bento e Parque Lage para nós. Os índices de violência em São Gonçalo são absurdos, a polícia é fundamental para combater o crime do agora, mas a educação e a cultura fazem parte da prevenção do amanhã.

A fazenda não tem vocação policial e você sabe disso Witzel, não use o momento violento do Estado para se capitalizar politicamente.

Sei da importância de um pré-vestibular para a formação de um aluno para que ele possa entrar na Universidade. Pensando nisso, listei 7 oportunidades para você se inscrever e passar no vestibular em 2020.

Nós por Nós – Jardim Catarina

O Projeto Nós por Nós trabalha com base comunitária focando em educação, cultura e redução de desigualdades sociais e raciais. Para melhorar a educação e aumentar as oportunidades do Jardim Catarina, o projeto abriu um pré-vestibular que já levou diversos jovens para as universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro. Você pode ter mais informações acessando www.facebook.com/npnjc .

Sou São Gonçalo – Lagoinha

Se trata de um projeto social que atende pessoas de São Gonçalo através de auxílio assistencial e capacitação profissional. Eles possuem um pré-vestibular comunitário 100% gratuito. Você pode ter mais informações acessando www.facebook.com/sougoncalo ou mandando mensagem para 998400198 ou 974697919.

Futurama – Brasilândia

Curso de Pré-Vestibular com professores licenciados na UERJ/FFP. O foco para vestibulares está começando esse ano, mas a equipe é bastante qualificada. Você pode ter mais informações acessando www.facebook.com/prevestibularfuturama ou mandando mensagem para 991586559.

Start – Alcântara

O Start é um pré-vestibular com turmas reduzidas e que utiliza métodos educacionais modernos e já estão no mercado com altas taxas de aprovação nas mais diferentes carreiras. Apesar de não ser gratuito ou ter um preço muito baixo, eles estão com o “Bolsão Start 2020” em andamento que poderá te proporcionar uma bolsa de até 100%. Para mais informações sobre o bolsão, acesse www.ccstart.com.br .

Saber para Mudar – UERJ/FFP

O Pré-Vestibular da UERJ/FFP é um dos projetos mais importantes da universidade. São 50 vagas para o turno da tarde e 50 vagas para o turno da noite. O pré-vestibular é gratuito e para participar você passará por um processo seletivo. Os resultados do Saber para Mudar são impressionantes. Você pode ter mais informações acessando www.ffp.uerj.br ou acessando o edital.

Rede Emancipa São Gonçalo

Pré-Vestibular popular que além do desenvolvimento educacional, trabalha com o desenvolvimento cidadão do aluno em busca da redução de desigualdades. Você pode ter mais informações acessando http://www.facebook.com/redeemancipasg .


Rede Educativa – UFF – É de Niterói, mas a maioria dos alunos são Gonçalenses.

Rede educacional organizada por alunos da UFF focados em garantir oportunidades em universidades públicas para pessoas de origem popular. O pré-vestibular é gratuito e para se inscrever basta enviar um e-mail para uffeduca@gmail.com.

Coletivo Direito Popular – UFF Ingá – É de Niterói, mas grande parte dos alunos são Gonçalenses.

O Pré-Vestibular Dr. Luiz Gama é organizado pelos estudantes de Direito da UFF de Niterói. A oportunidade é gratuita e os profissionais envolvidos são voluntários. O processo seletivo dos alunos é a partir de um método de interesse e participação que dará pontos para a seleção. Você pode ter mais informações acessando www.facebook.com/coletivodireitopopular e para se inscrever, acesse aqui.

Fui, vi e gostei. A Feira Nordestina é meu novo xodó e entra no mesmo lugar da paixão que tenho pela Praia das Pedrinhas. A feira reinaugurou um espaço que servia ao submundo do tráfico e dos assaltos. Nessa publicação vou listar minha avaliação sobre esse aparelho público.

Serviço

O Centro de Tradições Nordestinas funcionará às sextas, sábados e domingos. A música começa a partir das 18h.

  • Sexta – 12h a 1h da manhã
  • Sábado – 12h a 1h da manhã
  • Domingo – 10h às 22h da noite

O espaço de lazer, com a pista de patinação, playground, quadra e academia, ficará aberta diariamente.

Acessibilidade

A Feira Nordestina fica na R. José Augusto Pereira dos Santos, ao lado do Colégio Municipal Ernani Faria, em Neves.

  • Ônibus – Descer na Praça de Neves em frente a Delegacia e andar até o Centro. Se vier pela BR, basta descer no ponto do Carrefour e andar na rua paralela a Br no lado do Posto Shell.
  • Uber, 99 e Táxi – Basta escrever Feira Nordestina de São Gonçalo ou Colégio Municipal Ernani Faria que você chegará com facilidade.
  • Carro ou Moto – Entrar na rua ao lado da Delegacia de Neves se vier por dentro ou na Rua paralela para quem sai do Carrefour se vier pela Br. O centro de tradições tem estacionamento e a taxa ainda não está tabelada, mas provavelmente será entre R$2 e R$5.

Comidas, bebidas e Preços

Os preços ainda não estão exatamente estabelecidos, mas são bastante acessíveis e de maneira geral é mais barato que a Feira de São Cristóvão. O cardápio está bastante diverso. Encontrei Baião de Dois, Pastel com Caldo de Cana, Churrasquinho, Acarajé, Moqueca, Maria Isabel e Sarapatel. O refrigerante, cerveja e água acabou em algumas barracas, mas consegui bebidas bem geladas mesmo no final do dia.

Espaço

O corredor das barracas que dá acesso ao palco e o espaço que a galera vai dançar é amplo, mas não deu conta do volume de gente durante a inauguração. Não acredito que todo dia será como na inauguração, então de maneira geral é um espaço que comportará a média de público que tende a diminuir ao longo das semanas ate estabilizar.

A quadra poliesportiva é maravilhosa. A pista para patins é ampla e funcional, o parque é um pouco menor que a proporção dos outros espaços e a academia atende uma demanda importante. O estacionamento comporta um volume significativo de carros e o único ajuste necessário é o caminho de dentro do portão até o estacionamento que ainda não está asfaltado.

Minha avaliação

Estamos presenciando um dos aparelhos culturais mais importantes que a cidade já recebeu. Assim como foi o complexo esportivo no entorno da Fazenda Colubandê e assim como foi o Piscinão de São Gonçalo, o Centro de Tradições Nordestinas é um marco importante no desenvolvimento da identidade local.

Faço questão de evitar destacar qualquer problema que eu possa encontrar pois sei da realidade econômica do município e sei que esse aparelho é um respiro no meio de tantos desastres (em todas as áreas) que nossa cidade viu nos últimos anos. É preciso uma preocupação com a manutenção e com ajustes finos, mas de maneira geral está tudo muito lindo.