IMG-20180619-WA0009Ricardo Salomão nasceu e foi criado no Salgueiro, É professor, coreógrafo, bailarino, auxiliar administrativo, presbítero, pai e criador da Corppus.

Esse profissional realiza várias atividades. Já esteve em festivais estaduais e nacionais. Além disso, fez cursos internacionais, participou de Workshops com professores do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e fez parte do elenco das olimpíadas, em  2016.

São 15 anos dedicados para a dança. “A minha maior dificuldade como artista foi a falta de apoio na família e minha maior conquista foi ter conseguido me formar em dança pela Oficina da Dança Angélica Maria.“, afirma Ricardo.

Mesmo depois de vários anos na profissão, Ricardo continua sonhando. O  jovem de 29 anos deseja ter uma escola de dança cristã acessível a todos seguindo os passos que aprendeu na ODAM. O seu grupo de dança funciona em espaços cedidos por Igrejas Evangélicas de São Gonçalo. As aulas acontecem na Igreja Batista Memorial, no Jardim Catarina, Igreja Manancial de Vidas, em Marambaia e na Igreja Metodista de Alcântara.

Para transmitir conhecimento para cerca de 80 alunos, Ricardo conta com uma equipe de seis pessoas. Interessados podem entrar no grupo através dos núcleos de Jardim Catarina, Marambaia e Alcântara.

Para Ricardo Salomão, a dança impacta a vida da pessoa desde que ela não seja somente um objeto estético intocável e introspectivo. Seu trabalho pode ser acompanhado através do facebook ou instagram da Corppus.

Romario Regis - Carol PimentaMoradora da Covanca, em São Gonçalo, Carol Pimenta tem 20 anos, faz curso pré-vestibular, estuda modelagem e costura e é influenciadora digital.

Sua vida profissional na internet é recente. Mas, apenas com um mês  de trabalho, a jovem já abordou temas muito importantes em seus trabalhos. “Já falei sobre amor próprio, depressão, gordofobia e os assuntos que continuarei abordando serão semelhantes.”

O objetivo da estudante, em seu canal no YouTube, é falar sobre os problemas que cercam as mulheres e as maravilhas femininas que a sociedade tem dificuldades em enxergar.

Mesmo no início de sua carreira, a youtuber conta que já pôde sentir a admiração do seu público, com mensagens de carinho e agradecimento pelo conteúdo produzido por ela.

A maior dificuldade para ela, em sua profissão, é formar uma linguagem que seja transparente e consiga alcançar vários tipos de público. Já a maior conquista é ver seus seguidores gostando de seu trabalho e aprendendo com os assuntos abordados em suas produções.

Romario Regis - Carol Pimenta

“Eu procuro muito tocar no ponto de estereótipos, do que criam como uniforme para nós gordos. A minha luta maior, atualmente tem sido com os gordos. Com a recuperação do nosso amor por nós mesmos, que a sociedade teima em tirar todos os dias.”

E para lutar contra o preconceito e alcançar seus objetivos, ela tem trabalho duro em seu canal “Papo Reto com Carol Pimenta”. Para aprender com nossa digital influencer, é só se inscrever e ficar de olho nas novidades! Para acessar o canal, clique aqui.

Emerson Bueno tem 28 anos e foi criado no Mutuá, em São Gonçalo. Escolhido pela dança com apenas 17 anos, faz parte da Ako Dance há oito anos, é professor de dança e auxiliar de produção e coreografia, além de empreendedor.

Em janeiro de 2018, Emerson sua própria empresa. O local se chama ”Studio B – Corpo e movimento” que oferece  serviços de personal trainer, aulas de dança fitness, Ballet, Jazz e Sapateado. Para além da formação artística, o profissional também trabalha com o desenvolvimento de coreografias para eventos como casamentos e formaturas.

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É difícil escolher apenas uma realização visto que já são 11 anos de muita correria, aulas, trabalhos e tudo mais.” Mas, mesmo que selecionar um episódio mais marcante em sua carreira, nosso entrevistado destaca o momento em que a Ako Dance conseguiu o terceiro lugar no Festival de Dança de Joinville como um dos mais importantes da sua trajetória na dança.

Emerson conta que a maior dificuldade que enfrentou ao escolher a dança como profissão  foi conseguir fazer as pessoas acreditarem que ele conseguiria viver da arte. O período de formação artística dele não foi nada fácil. Estudava em Copacabana morando em São Gonçalo, acordava às 4 da madrugada, participava das aulas e depois voltava para São Gonçalo para trabalhar.

Romario Regis - Emerson Bueno

Meu principal sonho é um dia poder estudar em Alvin Ailey que fica em Nova Iorque.  É uma escola de arte pela qual tenho verdadeira paixão, e sonho em algum dia poder ao menos pisar naquele lugar.” finaliza Emerson.

Tudo começou ainda criança quando Claudionei decidiu criar uma página de memes no Facebook. Meses depois, começou a ler jornais assistir as entrevistas dos candidatos a presidência em 2014 e resolveu criar uma nova página chamada ”A Política RJ”. O conteúdo era voltado para noticiar a política gonçalense. ”Queria criar a página sobre a minha cidade, para que outras pessoas pudessem discutir a política local”, disse Claudionei.

O futuro jornalista tem 16 anos e é nascido no bairro Anaia Pequeno. Estudou no Colégio Estadual Prof. Francisco de Paula Achilles onde fundou junto com um amigo o primeiro grêmio estudantil da escola sendo eleito Presidente do grêmio. Para produzir o conteúdo de seu blog, ele assiste a todas as sessões plenárias pelo site da TV Câmera e lê todos os veículos de comunicação da cidade.

Acho que ninguém entra na política por que quer. As pessoas entram pois sentem necessidade. Se futuramente eu ver que posso melhorar a minha cidade, vou me candidatar.”  Essa foi a resposta dada do jovem quando questionado sobre a possibilidade de um dia se candidatar a algum cargo político.

Sua página no Facebook está quase batendo 10.000 likes e seu site está com mais de 3 milhões de acessos.

Erick é criado no Engenho Pequeno e nos últimos 26 anos mora no bairro Lindo Parque, é escritor e está prestes a completar 41 anos.

Há seis anos ele escreve críticas literárias e há três, ficções. Em sua obra recém lançada chamada “Panapaná”, fala sobre pontos conhecidos do município como a fábrica de máscaras da Covanca, o cemitério São Miguel, a Escola de Samba Porto da Pedra, entre outros.

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Nosso escritor fala que seus contos sombrios com panos de fundos históricos surgiram da ideia de compartilhar com o público um pouco das lendas que ouvia desde moleque sobre esses lugares. Para criar seus textos ele tem como inspiração Graciliano Ramos, sobre quem pesquisa academicamente.

Meus objetivos são defender o mestrado ainda este ano, por conseguinte prestar seleção para o doutorado. E tenho também um romance em andamento.” afirma Erick, apontando seus próximos projetos literários e acadêmicos.

LANÇAMENTO – No dia 15.06 às 19h durante o evento do Diário da Poesia – Sussurros Poéticos – acontecerá o lançamento do livro “Panapaná: Contos Sombrios” do escritor gonçalense Erick Bernardes.

O Diário da Poesia acontece no ICBEU – Rua Dr. Francisco Portela, 2772 – Zé Garoto – São Gonçalo. Não perca! O livro custará R$ 30,00 direto com o autor.

Flávia Perrú é uma gonçalense criada no Porto da Pedra. Iniciou no ballet aos 3 anos e nunca mais parou. Também é apaixonada pela educação e buscando se qualificar desde o início de sua formação, se graduou em Letras pela UERJ e em Dança pela UFRJ.

Em 1999, Flávia fundou a ONG Projeto Quem Dança Faz Arte – Grupo Mudanças. Para além de uma organização não governamental, o grupo é uma família que unidos pela arte, se ajudam em todas as dimensões afetivas, profissionais e artísticas. Em 2013, o Projeto levou duas coreografias para o Festival de Joinville. Foram dez bailarinos sem patrocínio algum viajando para outro estado pela primeira vez e representando São Gonçalo no maior festival de dança do Brasil.

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Fotografia – Rê Colônia

O MuDanças já participou de diferentes concursos e festivais no estado do Rio e sempre voltam com prêmios para casa. A maior dificuldade para manter o grupo é financeira. A ONG é mantida por Flávia, seu marido e sua irmã. Profissionais formados pela professora trabalham com ela como voluntários para ajudar no funcionamento das atividades.

Romario Regis - Flávia Perru
Fotografia Retirada da Internet

Para fazer parte do Projeto os alunos devem ser bons na escola e em casa. O comportamento deve ser exemplar.”  Essas são as exigências básicas para fazer parte dessa equipe. Todo início de ano são abertas novas turmas através de edital de vagas para ballet, jazz e hip hop. As informações sobre as vagas são divulgadas na página do facebook, no instagram e no site. Lá você também encontra mais informações sobre o projeto. 

Ivan não é gonçalense. Nasceu em Jacarepaguá e veio morar em São Gonçalo com 14 anos por conta do trabalho do pai. E aqui mesmo, em São Gonçalo, descobriu seu amor pelo teatro.

Ele estudou no Frederico Avezedo e foi lá que começou essa linda história de amor com os palcos. Uma professora de educação artística solicitou que os alunos montassem uma peça e desde essa apresentação ele nunca mais abandonou a arte.

Começou a procurar cursos livres de teatro, foi somando experiências, conhecimento e principalmente descobrindo como a arte pode ser libertadora. “Eu sempre fui um menino obeso e era excluído de algumas coisas na minha juventude. Nas aulas de teatro me sentia abraçado, as pessoas queriam saber a minha essência.

Romario Regis - Ivan de Oliveira
Fotografia – Rê Colônia

Em 1991, Ivan já tinha desejo  de compartilhar conhecimento e se ofereceu para dar oficinas de teatro, ainda como estudante, junto ao Fernando Mattos. Ele é professor e tem o prazer de ter lecionar na escola em que estudou seu ensino fundamental. Também é formado em Artes Visuais, Superintendente de Artes Cênicas do Município de São Gonçalo, diretor, ator e escritor da Luminous Companhia de Teatro.

Quem é ator sabe que tem que estar preparado pra tudo! E com ele, não é diferente . Ele contou pra produção que seu figurino já descosturou em cena, já viu o cenário desabar em plena apresentação e chegou a estar em uma apresentação na qual o refletor chegou a pegar fogo. E em meio a tantas adversidades, Ivan segue sendo apaixonante.

Priscila nasceu em Niterói e voltou pra casa em São Gonçalo. Ela está na produção cultural há quase 20 anos. E durante essas duas décadas tem produzido festivais, bailes e “A Casa do Funk” que é uma das referências no campo da música no Estado do Rio de Janeiro.

A Casa do Funk é o espaço físico da rede funk social. O espaço surgiu a partir do fechamento de uma escola que sem função social, foi revitalizado pela organização. A iniciativa é uma ONG  que promove e incentiva a cultura do ritmo, visando o desenvolvimento sócio-cultural de jovens e adolescentes de São Gonçalo por meio de mostras e exposições relacionados ao tema.

Quando criança, ela tinha um sonho de princesa: ir ao baile funk do Clube Tamoio. “ Meus pais levavam meu irmão mais velho pro evento e eu ficava doida pra ir. Quando tive idade, cantei, produzi funk e fui nos bailes também

Romario Regis - Rede Funk
Fotografia retirada da internet

A paixão não para por ai; “O funk pra mim é resistência! A resistência de um ritmo que nasce na periferia carioca no final da década de 70 e cada dia sofre uma transformação, mas tem como obrigação de resistir!“.

Priscila desempenha várias atividades. Além de gestora cultural, é colunista, artesã, costureira, capoeirista e mãe. Porém, quem escolheu sua profissão de gestora cultural foi o destino. Ela sempre gostou de ouvir, se envolver, ajudar pessoas e com isso foi abraçada pela profissão.

Marcos Moura nasceu em Itaúna, em São Gonçalo, mas aos 4 anos de idade foi morar no Apollo II, em Itaboraí.

Ele é criador da Ponte  cultural, uma iniciativa que é símbolo de resistência. O projeto não possui fins lucrativos e surgiu em julho de 2016, com o propósito de transformação social por meio de um modelo de arte inclusiva. “Falar da minha profissão é algo indefinível no momento; já atuei como jornalista, assessor de comunicação e hoje atuo na produção cultural.” aponta Marcos.

Embora diga que o Movimento Ponte Cultural seja ainda um bebê  na militância cultural, ele reconhece que já chegaram em lugares que enchem seu coração de orgulho.  A Ponte Cultural tem uma motivação nobre e linda: oferecer a oportunidade aos jovens do bairro em que nosso entrevistado cresceu, de ter um conhecimento mais amplo das manifestações artísticas.

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Com uma motivação tão pura, o objetivo não poderia ser diferente. A futura instituição diminui as desigualdades sociais da região através de aulas de cinema, teatro, dança, música, oficinas e workshops. Estar na direção do Ponte Cultural é uma posição delicada, pois uma coisa é estar dirigindo um projeto social e outra coisa é ser visto como alguém que só faz produção no 0800.” Porém, ainda que com as dificuldades da profissão, nosso produtor segue construindo seus sonhos para um dia ser referência nacional e internacional no que realiza.

25994831_1632408643485620_352248293136091837_nAngélica não nasceu São Gonçalo. Ela nasceu em Queimados, se profissionalizou como bailarina em Nova Iguaçu, mas na década de 90 foi abraçada pelo nosso país, São Gonçalo.

A partir daí, começou seu trabalho com dança na cidade. Bem no início da década 90 ela começou a dar aulas na Academia Elô Reis e três anos  após sua chegada em terras gonçalenses, começou a trabalhar no Clube Esportivo Mauá, onde surgiu a Oficina de Dança Angélica Maria.

Nesse mesmo espaço são oferecidas oficinas de Dança e de diferentes ritmos. Além da chamada formação acadêmica, na qual seus alunos tem a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre  a arte, também recebem aulas de Metodologia, História da Dança e Anatomia. A dificuldade é sempre o poder aquisitivo. Eu não tive condições de viver da dança, porque sempre tive que ajudar minha família financeiramente” Porém, reconhece que viver da arte  não é algo impossível.

Angélica tem um sonho nobre: conseguir oferecer a dança para as pessoas que não tem condições financeiras para investir em aulas. E para isso, realiza audições anualmente que oferecem bolsas para os aprovados. E com esses desconto, muitos de seus alunos pagam apenas 20 reais da taxa de manutenção do local.

Para conhecer o trabalho, é só ligar para o Clube Mauá. E para aqueles que quiserem conseguir bolsa, basta participar das audições que acontecem em março e aguardar o resultado.