Uma fotografia ficou famosa essa semana. Alguns moradores colocaram uma piscina na Rua Dr. Getúlio Vargas, em Santa Catarina. Cerveja gelada, pagode e piscininha amor. A Guarda Municipal, corretamente, retirou a piscina alegando os perigos de deixar uma piscina numa rua principal.

De maneira geral, São Gonçalo não cuida da prevenção de nada. Não temos programas eficientes de prevenção contra as enchentes, contra a violência, contra o desemprego, contra os esgotos a céu aberto e, como podem ver, de prevenção de uso de espaço público.

Ando muito por São Gonçalo, muito mesmo. Certamente sou uma das pessoas privilegiadas que conseguem conhecer a cidade com mais profundidade e nessa análise por observação, também concordo com Rodrigo Santos dizendo que São Gonçalo não tem dono.

Restaurantes ocupando a calçada inteira, mas não mexemos por estarem gerando trabalho. Bares na Pista de Caminhada ocupando a linha do trem e a rua inteira, mas não mexemos por estarem gerando trabalho. Bar na Praia das Pedrinhas fazendo um deck invadindo a água, mas não mexemos por estarem gerando trabalho. Todo mundo pegando energia do poste, mas não mexemos por conta da burocracia que é pedir para a ENEL.

Nossa cidade institucionalizou a selva e é por isso que uma piscina não pode ser recriminada. Não dá para o Estado (qualquer esfera governamental) ou uma cidade repreender uma piscina na rua sem antes dar uma resposta sobre o Piscinão de São Gonçalo, não dá para punir o dono da piscina sem antes punir os responsáveis pelas piscinas durante alagamentos do Vila Lage, da Ipuca, da Fazenda dos Mineiros.

Nós somos um povo forte, criativo e cheio de energia. Poderíamos usar essa criatividade para fechar ruas aos finais de semana liberando oficialmente as piscinas nas ruas, mas não temos Guarda Municipal suficiente para isso. Poderíamos pressionar o Governo do Estado para reabrir o Piscinão, mas a política local só fala da necessidade de polícia (necessária, mas não dá conta de tudo e já falei sobre isso). Poderíamos reabrir as piscinas olímpicas dos CIEP, mas “não temos” dinheiro para isso. Nesse sentido, que culpa tem uma piscina na rua?

Piscininha amor, piscininha.

Romario Regis - Carol PimentaMoradora da Covanca, em São Gonçalo, Carol Pimenta tem 20 anos, faz curso pré-vestibular, estuda modelagem e costura e é influenciadora digital.

Sua vida profissional na internet é recente. Mas, apenas com um mês  de trabalho, a jovem já abordou temas muito importantes em seus trabalhos. “Já falei sobre amor próprio, depressão, gordofobia e os assuntos que continuarei abordando serão semelhantes.”

O objetivo da estudante, em seu canal no YouTube, é falar sobre os problemas que cercam as mulheres e as maravilhas femininas que a sociedade tem dificuldades em enxergar.

Mesmo no início de sua carreira, a youtuber conta que já pôde sentir a admiração do seu público, com mensagens de carinho e agradecimento pelo conteúdo produzido por ela.

A maior dificuldade para ela, em sua profissão, é formar uma linguagem que seja transparente e consiga alcançar vários tipos de público. Já a maior conquista é ver seus seguidores gostando de seu trabalho e aprendendo com os assuntos abordados em suas produções.

Romario Regis - Carol Pimenta

“Eu procuro muito tocar no ponto de estereótipos, do que criam como uniforme para nós gordos. A minha luta maior, atualmente tem sido com os gordos. Com a recuperação do nosso amor por nós mesmos, que a sociedade teima em tirar todos os dias.”

E para lutar contra o preconceito e alcançar seus objetivos, ela tem trabalho duro em seu canal “Papo Reto com Carol Pimenta”. Para aprender com nossa digital influencer, é só se inscrever e ficar de olho nas novidades! Para acessar o canal, clique aqui.