Em homenagem ao mês das mulheres, o Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem realiza um mutirão de agendamento de Mamografia e Densitometria Óssea feito na própria unidade. É necessário levar o pedido médico original pelo SUS do Município e xerox da identidade, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência. A marcação poderá ser realizada de segunda a sexta, das 8h às 17h.

O Centro Municipal de Diagnósticos por Imagem fica na rua Coronel Serrado, 1600 – Bairro Zé Garoto – São Gonçalo.

Indicações

Segundo orientação médica, a recomendação para começar a fazer o exame de mamografia é a partir dos 40 anos para mulheres sem histórico familiar de câncer de mama. Se houver casos, a mamografia deve ser realizada a partir dos 35 anos anualmente.

A indicação para realização de densitometria óssea é para mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70. Há exceções para casos como: baixo peso, fratura prévia, medicações que aumentam o risco de osteoporose, doenças que aumentam o risco de osteoporose, entre outros.

No Jiu-Jitsu desde os 7 anos, Daniel Fernandez agora com 16, já tem história para contar. Com três viagens para o exterior e levando para São Gonçalo medalhas de todas as participações, o jovem já se tornou referência para crianças e adolescentes do Projeto Vencedores em Cristo, da Estrela do Norte, do qual ele também faz parte.

O amor pelo esporte vem de berço, já que o pai de Daniel, Alexandre Cruz, de 43 anos, também é atleta e atualmente é um de seus professores.

Orgulhoso, o pai e professor do jovem, fala sobre o sentimento de ter um filho dedicado ao esporte e comenta o desafio de manter um projeto como esse em São Gonçalo.

“Pra mim é muito gratificante ver o Daniel tão focado no esporte. Ele já é referência, muitas das minhas crianças se inspiram nele. Eu tive um outro aluno excelente que o nome dele também era Daniel, ele tinha tudo para ser um campeão mundial e infelizmente ele se envolveu com o crime e morreu. Isso abalou muito a equipe, que era próxima dele, mas focamos nas crianças. Um dos motivos do projeto existir é realmente tirar a galera desse meio”, contou.

Na primeira viagem internacional de Daniel, filho de Alexandre, em fevereiro deste ano, ele já estreou como campeão voltando para sua cidade natal com o primeiro lugar, e como prêmio, o cinturão.


Para a última disputa que aconteceu no dia 23 de novembro, em Dublin, na Irlanda, o Super Chock, como é conhecido no Jiu-Jtisu, não poupou esforços. Sem patrocínio, além de fazer rifas, o jovem foi para a rua vender bolos para conseguir arcar ao menos com a passagem. Não decepcionou e voltou com o segundo lugar.


Tri-campeão estadual pela Federação de Jiu-Jitsu Desportivo do Rio de Janeiro (FJJD-RIO), agora a busca do atleta é pela sua estreia na categoria juvenil em outra viagem internacional, no campeonato europeu. A disputa será em Portugal, e acontece entre os dias 20 e 26 de janeiro de 2020. Além dele, pelo menos outros oito jovens do Projeto Vencedores em Cristo serão levados para a competição.


E novamente o mesmo obstáculo aparece: Falta de patrocínio. Enquanto isso, Daniel segue fazendo rifas e vendendo bolos na esperança de conseguir lutar por esse sonho e trazer mais um título para São Gonçalo.

Em poucas palavras, o jovem lutador fala sobre os sentimentos para conseguir entrar em mais uma disputa.

“Estou animado e com boas expectativas. Também estou nervoso, a gente sempre fica um pouco. É difícil e apertado para conseguir chegar lá e arrecadar o dinheiro. Mas vai dá tudo certo”, disse o jiu-jiteiro que além de otimista afirmou ser bem tímido.

Para quem tiver interesse em ajudar comprando bolos, rifas ou até mesmo com patrocínio deve entrar em contato através das seguintes redes sociais: @alejiu_jtsu ou @Dan1el_bjj.

Projeto Vencedores em Cristo

Em parceria com a equipe de Jiu-Jitsu Icon, um grupo de atletas brasileiros do exterior que formaram polos no Brasil, o projeto Vencedores em Cristo atua na Estrela do Norte desde 2014, na igreja Nova Vida. A iniciativa oferece aulas aos sábados totalmente gratuitas para crianças e adultos. Pelo menos 120 atletas já passaram pelo projeto.

Rascunho de estudo de Lúryann de como seria o Parque Urbano com cisterna linear

Na última segunda-feira, 11, mais uma vez São Gonçalo viveu um dia de terror por causa da forte chuva que causou alagamentos na cidade. Sempre depois de uma tempestade o que se vê são bairros embaixo d’água e pessoas ilhadas. Ao olhar para essa realidade, Lúryann Guimarães, de 25 anos, decidiu que esse seria o tema do seu trabalho final de graduação.

Muito mais do que apenas um tema acadêmico, a estudante de arquitetura e urbanismo da Estácio de Sá, pensou em um Parque Urbano como solução para ser aplicada no bairro Vila Lage, em São Gonçalo. A ideia é que a iniciativa se espalhe e seja recriada em outros pontos mais críticos da cidade, resolvendo assim, um dos principais problemas da região.

“Inicialmente, eu tinha a proposta de um Parque Inundável, somente com o objetivo de minimizar os impactos das enchentes, mas, para poder atender as demais reivindicações que o local pede, e após analisar as propostas para conter as enchentes nesse lugar, percebi que outro projeto poderia atender todas essas questões”, explicou. 

As questões da qual Lúryann se refere foram captadas dos moradores através de uma pesquisa realizada por ela sobre alagamentos. Além de solucionar o problema com enchente na região, a nova proposta tem atenção voltada também para as vias, infraestruturas, lazer, saneamento, segurança e até de vegetação e paisagem -já que os moradores comentaram também que sentem falta de vegetação aos arredores enquanto caminham.- Com isso, nasceu a ideia do parque urbano com cisterna linear. Um local que atende as demandas sinalizadas pela população do Vila Lage.

Como já falado pela estudante, a ideia foi inspirada primeiro de um parque inundável, como o do Watter Square, localizado em Holanda (Veja foto abaixo), que tem uso em dias secos, mas durante as chuvas servem como bacias, como se fossem valas para a água da chuva infiltrar naquela região, ao invés de encher as ruas.


No entanto, depois de pensar a logística da cidade, Lúryann enxergou que o parque urbano é a melhor solução. 

“A ideia surgiu enquanto eu estava ilhada numa enchente no início desse ano lá na Engenhoca, em Niterói e comecei a ficar revoltada pensando como isso poderia ser resolvido. A partir disso fui pensando e pesquisando. Pensei que esse poderia ser o tema do meu trabalho final de graduação, que minha proposta seria de minimizar o impacto dessa enchentes, pelo menos”, contou. 

Referência utilizada pela estudante: cisterna linear da Praça da Bandeira, Tijuca, Rio de Janeiro.

Questionada sobre a escolha do lugar, Lúryann explicou sua ligação com o bairro

“Pensei nessa área do Vila Lage realmente do nada, por ter uma ligação emocional mesmo, até porque quando criança também já fiquei muitas vezes ilhada por lá. E minha outra ligação com esse tema é por estar sempre atenta às chuvas, pois moro em local com encostas. Então comecei com esse foco das enchentes, até que me dei conta que esse projeto poderia atender outras reivindicações dessa parte do Vila Lage, como a parte da infraestrutura urbana e paisagística”, disse a estudante que ressalta que o projeto está em “fase de gestação”. 

Uma iniciativa que começou a ser idealizada há menos de um ano em São Gonçalo, continua hoje, salvando vidas. Este é o projeto Amigos Anônimos Protetores dos Animais (AAPA), uma ONG fundada em 15 de dezembro de 2018 que luta pelo bem estar físico e psicológico dos animais. Muito mais do que ajudar cuidadores e dar apoio para quem resgata os bichanos da rua, a organização promove palestras nas escolas da cidade sobre conscientização da causa animal.

Assuntos como cuidados, castração, compra e venda de animais, são abordados para o ensino médio. Já para o público infantil, o projeto promove em parceria com a Cia Teatral Sofá Laranja, uma peça que fala sobre abandono e maus tratos. Além disso, o espetáculo alerta sobre a nossa responsabilidade com o meio ambiente utilizando o princípio dos 3Rs da sustentabilidade – Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

A iniciativa com a transformação do que chamamos de lixo é contínua e o projeto incentiva a reciclagem com garrafas pets, tampinhas, papéis, entre outros materiais reutilizáveis durante todo o ano, tendo dois coletores instalados na cidade, um na Uerj, no Paraíso e outro no Icebeu, na Zé Garoto, para quem desejar contribuir. 

Também com o intuito de arrecadar fundos para o projeto e continuar investindo em cuidados e proteção para os animais, a AAPA realizará no dia 23 de novembro, às 10h, um bazar no Centro Cultural Joaquim Lavoura.

A idealizadora do projeto, Eliane Silva, de 55 anos, conta uma das suas inspirações para iniciar com esse trabalho em São Gonçalo. 

“Todo animal merece uma vida digna. É muito bom ver uma cadelinha que resgatei na rua na minha casa, protegida das maldades e das covardias humanas. Ela é uma sobrevivente que foi amarrada em uma árvore e quando se soltou saiu desesperada para a rua e foi atropelada. Ficou esperando socorro por dois dias. Se eu não tivesse a atitude de ajuda-lá a história poderia ser diferente”.

No entanto, Eliane frisa que o projeto ainda não consegue realizar resgates de animais por falta de verba. O trabalho é para dar suporte a quem já acolhe pets abandonados e promover campanhas para os que não foram acolhidos consigam um lar. 

“Não temos sede, não fazemos resgate e acolhimentos, não temos estrutura para tal. Atuamos em São Gonçalo com a ajuda de nossos colaboradores. Infelizmente não temos nenhum apoio financeiro público ou privado. Nossos parceiros são voluntários e contamos com a ajuda do veterinário Marcos André da clínica Salvatori”.

O Centro Cultural Joaquim Lavoura fica na Avenida Presidente Kennedy, 721 – Centro, São Gonçalo.

Um concurso que além de quebrar padrões e superar expectativas, veio para dar visibilidade a comunidade LGBTQI+. No dia 3 de novembro, às 19h, o Miss Beleza Trans Brasil realiza sua primeira edição na casa de espetáculo Scala Rio. Para disputar a coroa, 24 candidatas vão desfilar em trajes de gala e roupas de banho com apoio e patrocínio da TGW Fashion- Moda Trans e da Transgenber Center Brasil . A vencedora estará credenciada para representar o Brasil no concurso de beleza Miss Internacional Queen.

Se engana quem acredita que apenas a aparência será avaliada pelos jurados nesse concurso. Além desse pré-requisito, a candidata que desejar ter o título precisa ter presença de palco, simpatia, se mostrar confiante, segura e ainda ter uma personalidade que a faça se destacar das outras.

Falando em destaque, vale ressaltar aqui o nome de uma gonçalense e moradora do Jardim Catarina que é um forte nome dentro dessa disputa: Eloá Rodrigues, de 26 anos, já Miss Beleza Trans Rio de Janeiro, 2019.

Nascida e criada em São Gonçalo, Eloá fala sobre sua caminhada e a expectativa para o concorrer o novo título.

“Minha vida nunca foi fácil, mas tudo foi conquistado com muita garra. Eu tive pessoas que me ajudaram muito e se eu tenho essa oportunidade de estar aqui hoje, muita gente compartilha disso comigo porque me ajudaram a chegar neste lugar. As expectativas são enormes porque estou trabalhando muito, desde maio, quando fui selecionada. Corri atrás de patrocínio e de profissionais para estar me auxiliando nesse momento”, contou.

Eloá frisa que a representatividade que ela já carrega como Miss Rio de Janeiro vai muito além da coroa e da faixa bonita que atravessa o ombro e a cintura da Miss.

“Pra mim o mais importante é ser uma representante positiva tanto na comunidade LGBT quanto na comunidade negra nos lugares onde eu tenho circulado. É muito importante ser uma representatividade positiva me tirando da margem que nos vem imposta todos os dias. O que as pessoas esperam de uma pessoa como eu, mulher trans negra, é a marginalidade, é não estar dentro dos holofotes, é estar apenas num lugar de subalternidade. Então ocupar esse lugar hoje e ter essa visibilidade é muito importante pra tentar mudar as futuras gerações. Estou me tornando a representatividade que eu sempre quis ter quando era criança”, falou com orgulho.

A casa de espetáculo Scala Rio fica na Avenida Treze de Maio, n 23, Centro- RJ. Para entrada é necessário ingresso (disponível até dia 2 de novembro pela internet e na hora do evento pela bilheteria) e um quilo de alimento.

História passa por comunidades de São Gonçalo e Niterói

“Macumba”, uma história de romance verdadeiramente contada para os gonçalenses e niteroienses, além de todo público que se interessa por um romance intrigante e pedagógico quando o assunto é intolerância religiosa. O professor e escritor Rodrigo Santos, de 43 anos, com sua grande bagagem na literatura lança então seu quarto livro autoral, sendo este, o segundo romance. 

Disponível a partir do dia 22 de outubro nas livrarias, a população papagoiaba vai poder mesmo se enxergar no livro Macumba, já que, o romance passa por lugares como Salgueiro, Mutuá, Lixão de Itaoca, Itaúna, Caniçal, Icaraí, Centro de Niterói, entre outros. 

Uma história vivida entre essas duas cidades, traz Ramiro, um detetive da Polícia Civil, evangélico e cauteloso, morador de Niterói que investiga mortes contínuas em centros de umbanda nas áreas periféricas de São Gonçalo e Akèdjè, que num passado distante foi o primeiro líder espiritual africano, um baba do povo Ketu que originou no Brasil, uma das nações do Candomblé.

(Atenção para uma pitada de Spoiller) Segundo Rodrigo, as mortes nos centros religiosos vão acontecendo e as investigações são feitas de forma sigilosa, até porque, enquanto elas ocorrem nas regiões metropolitanas de São Gonçalo não há nenhum ou pouco interesse popular. Até o momento que mais um desses crimes acontecem com um ator dentro de outro centro, mas desta vez, na Zona Sul de Niterói, em Icaraí. Esse caso cai na mídia e todas as autoridades públicas se movimentam e entram no caso cobrando respostas.


Essas histórias se cruzam com o passar das páginas trazendo um elo entre religião, periferias e romance. 

O escritor conta que a inspiração para esta obra veio de uma experiência ao realizar um trabalho numa escola no Barreto, Niterói.  

“Quando fui fazer um trabalho numa escola do Barreto, soube de uma menina que tinha raspado a cabeça para o candomblé e preferiu dizer na escola que tinha leucemia. Aquilo pra mim foi uma violência absurda. Era uma criança de 12 ou 13 anos que estava negando sua cultura e sua família -Pra mim a criança não é religiosa, mas é uma criança de pais religiosos, já que, religião é um valor familiar- pra não sofrer bullying. Quis fazer alguma coisa, e o que eu posso fazer é escrever, pra jogar luz em cima disso. 

Outro detalhe que vale ressaltar é que um diretor de cinema e TV já planeja transformar o livro em uma série de pelo menos quatro temporadas para passar numa grande emissora. Rodrigo quando questionado pelo cineasta se a história só poderia ser contada em São Gonçalo e Niterói, não abriu mão dessa originalidade. 

“Eu sou fã de Dennis Lehane e conheço Boston, porque leio Boston no que ele escreve. Sou fã da Anne Rice e conheço New Orleans porque ela escreve sobre New Orleans, então eu escrevo sobre meu território, as minhas histórias acontecem no meu território e só podem se passar aqui, em Niterói e São Gonçalo”, disse. 

O livro já está disponível para compra no site da editora e a partir do dia 22 de outubro, será possível garantir o seu nas livrarias Blooks, Travessa, além da Folha Seca, na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.


Com a promessa de fazer o público chorar de rir, o stand up  “TeXtando Comedy Show” faz sua estreia em São Gonçalo no dia 24 de outubro, a partir das 19h, no espaço Lamego, no Pita, em São Gonçalo. O elenco fixo conta com os humoristas Wil Silva, Roberto Vinicius, Bruno Marques e Josué Amador, que trazem três convidados especiais: Cintia Cirino, Cadu Manhães e Gil Júnior. 

Com o desafio de propagar a cultura do humor em São Gonçalo o espetáculo une as histórias e narrativas dos humoristas com suas vivências individuais arrancando a risada do público. Como regra de um Stand Up, o elenco se apresenta sem caracterização de personagem, ou qualquer apetrecho. É apenas o comediante, as histórias, o microfone e a paleteia.

O humorista Wil Silva, de 30 anos, fã assumido de Chaves, os trapalhões e outros clássicos da comédia conta como é estar hoje do lado de quem faz rir, em cima dos palcos.  

“Me vejo muito feliz de estar do lado de lá agora, fazendo a mesma coisa que caras que eu admiro já fazem algum tempo. É levar um pouco de alívio nos sofrimentos diários. Você esquece um pouquinho seus problemas, esquece que vai pegar um ônibus lotado pra ir trabalhar, ou que você vai ouvir uns tiroteios onde mora, ou que seu gás vai acabar e você não sabe se vai ter dinheiro pra comprar outro. Às vezes você até vai ouvir os mesmos problemas que você tem, mas de uma maneira divertida”. 

Inicialmente, Wil tentou começar como comediante no Youtube, mas como estava sem computador e encontrava dificuldade para editar os vídeos, decidiu ir direto para os palcos ao ver um amigo fazendo o mesmo.

“Eu olhava pro stand up com uma certa distância, achava que era coisa pra quem fazia teatro. A cena no rio não era tão forte, mas quando percebi que o cara que cresceu no Morro do Castro junto comigo, estudou nos mesmos colégios públicos que eu, estava fazendo, vi que também podia tentar. O desemprego me atrapalhou, porque não tinha renda para visitar as noites e me locomover pra fazer as participações, mas esse ano prometi no réveillon que ia começar com o stand up e cumpri”, relembrou o humorista. 

Consumidor de comédia desde a infância Wil conta em suas apresentações as atribulações de ser um gonçalense, todas as histórias cômicas que o seu verdadeiro nome, Wilsiney, já o fez vivenciar, entre outras experiências que vai compartilhar com o público na estreia do “TeXtando”. 


O espaço Lamego, fica na Rua Dr. Pio Borges, nº 726. A entrada é gratuita e a classificação é de 16 anos. 

Emancipar: Tornar-se livre, independente. Segundo a filosofia, emancipação é a luta das minorias pelos seus direitos de igualdade ou pelos seus direitos políticos enquanto cidadãos. Neste contexto surgem alguns movimentos que lutam por esses objetivos, tendo como motivação principal a educação. 

Hoje serão pontuados dois deles. O Rede Emancipa e o pré-vestibular Nós por Nós- Por uma educação emancipadora nas periferias.

Nós por Nós- Por uma educação emancipadora nas periferias

Ativo há quatro anos no Jardim Catarina, em São Gonçalo, o pré-vestibular Nós por Nós (NPN), é administrado pelo coletivo do mesmo nome, por voluntários e alguns ex-alunos do Colégio Estadual Trasilbo Filgueiras, onde acontecem as aulas aos sábados. 

Pelos menos 150 alunos e 40 voluntários já fizeram parte dessa história. Uma das estudantes da turma de 2017, Liana Santos, de 25 anos, passou para o curso de Ciências Sociais na Uerj e hoje integra a coordenação do projeto.  

“Fui movida pelo sentimento de retorno. O pré foi um divisor de águas na minha vida, pois sempre quis entrar em uma universidade. Já realizava trabalho voluntário antes de participar do nós por nós, acredito no poder do trabalho social e nas transformações que a educação pode fazer, sobretudo numa favela como o Catarina, que por vezes é marcada pela ausência e pelo esquecimento. O pré foi um trabalho no qual eu vi um resultado real, fui seduzida. Não vi outra saída a não ser fazer parte”, contou.

Enquanto uma região que é lembrada por não-moradores apenas pela insegurança, os moradores e ativistas da comunidade reforçam e unem forças para contribuir na transformação dessa realidade. Vale ressaltar que este é o primeiro pré-vestibular no Jardim Catarina após 30 anos. Como o projeto é 100% voluntário, os professores em sua maioria são graduandos e não possui nenhum auxílio do governo municipal o pré cobra uma mensalidade de valor simbólico para ajudar nos custos, no entanto há isenção para aqueles alunos que declaram não ter condições de arcar com o custo. 

A coordenadora Marcyllene Maria de 23 anos, contou que um dos objetivos futuros é que o pré-NPN também possa ser gratuito e falou sobre as dificuldades atuais. 

“A nossa maior dificuldade é conseguir mostrar para as próprias pessoas da comunidade o que acontece e o resultado do pré aqui dentro. Mostrar como ele é importante e necessário para que eles mesmos possam chegar a outros patamares. Também tem a questão do espaço físico, né. A escola cede pra gente uma sala, mas é um sonho ter um lugar nosso para as aulas acontecerem”, disse. 

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Rede Emancipa 
O que começou há 12 anos com um cursinho pré-universitário em Itapevi, São Paulo, hoje já tem proporção nacional e contabiliza 60 unidades, em nove estados, em todas as regiões do país. Quatro delas funcionam há três anos em São Gonçalo nos bairros de Santa Luzia, Neves, Porto Novo e Portão do Rosa. 

As aulas que começam no início do ano letivo e encerram sempre na data final do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prometem trazer muito mais do que um preparo para entrar nas universidades. De acordo com o coordenador e professor de geografia, Márcio Ornellas, de 30 anos, o Rede Emancipa traz importantes reflexões para os seus alunos sobre a educação no país. 

“Não somos um pré-vestibular comum porque não temos só essa pegada de colocar o aluno na universidade. A gente se reivindica como movimento social de educação popular. Todo movimento social tem também uma perspectiva política porque luta por algumas bandeiras e pra gente, é o acesso a universidade de forma irrestrita. Temos como principal bandeira uma educação totalmente pública e de qualidade”, ressaltou Márcio que já atua há três anos no projeto.

Fazendo jus a bandeira levantada, toda a iniciativa é gratuita. Os alunos não pagam pela mensalidade, nem mesmo pelos materiais que recebem durante os estudos, facilitando ainda mais o acesso para população baixa renda. Além do trabalho destes cursos pré-vestibulares o Rede Emancipa também trabalha junto aos jovens que estão em situação de privação de liberdade no Departamento Geral de Ações Sócio Educativas (DEGASE).

A grandeza do Rede Emancipa está comprovada também nos números. Em uma visão nacional, foram diversos aprovados nas universidades e mais de 1.500 voluntários trabalhando para o crescimento e fortalecimentos de um curso acessível e transformador. 

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De articuladora social à candidata do conselho tutelar de São Gonçalo. Thamiris Santos, de 28 anos, viu sua trajetória de vida mudar em 2013 quando começou a atuar em projetos sociais, principalmente os que trabalham com crianças e adolescentes. Ao participar das organizações Skate Salva, SOS Lixão de Itaoca, entre outros movimentos que atuam na cidade, Thamiris sentiu a necessidade de aparecer mais vezes nesses lugares, promovendo mais ações. Três anos depois nasceu o Por Gentileza.

A iniciativa já ajudou pelo menos 1.500 famílias com doações que vão desde itens básicos de higiene, alimentos, roupas, além de ‘abraços e muito amor’, como o próprio projeto gosta de frisar.

As atuações mudaram o rumo da jovem e transformaram o prazer de ajudar em objetivo profissional. Thamiris que antes pensava em cursar direito, hoje é graduanda em serviço social e candidata a conselheira tutelar. A chance só foi possível porque Thamiris foi uma das melhores colocadas na prova sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo dela a terceira melhor nota. Confira a entrevista:


Qual foi o momento que você parou e pensou que deveria dar um passo maior e se candidatar? Houve um motivo específico que te levou a isso?

Eu entendi que através deste trabalho, eu conseguiria intervir mais nas políticas publicas para crianças e adolescentes. No local onde atuo, vejo muitas crianças tendo seus direitos básicos negados e isso me incentivou a correr atrás de saber como eu poderia ajudar mais, de que forma eu poderia colaborar para que os direitos das crianças e dos adolescentes fossem respeitados de forma igualitária.

Se for eleita, como pretende atuar na cidade para que os direitos possam ser mais efetivos para nossas crianças e adolescentes?

A meta é que os direitos básicos das crianças e dos adolescentes sejam respeitados. Além de zelar pela integridade física e moral, também é preciso que haja uma atenção para a área da saúde, educação e direitos sociais, que muitas vezes também são negados às crianças e adolescentes e é função do conselho tutelar zelar e agir para que isto não aconteça.

Por que as pessoas devem votar 243 para conselheira tutelar?

Eu acredito que todo mundo que vai até a urna no dia 06 para votar em mim entende que tá indo lá para reforçar a importância do trabalho que venho realizando. No começo eu tive um pouco de medo , mas recebi muitas mensagens positivas quanto à essa candidatura e acredito que isso seja devido à tudo que vem acontecendo dentro dos projetos onde atuo. É uma sensação muito boa saber que as pessoas acreditam na paixão que eu tenho pelo que faço.

A eleição para o cargo acontece no próximo dia 6 de Outubro, de 8h às 17h. Cada zona eleitoral vota em uma escola pré-estabelecida, conforme a lista abaixo:
Zonas 036º e 136º – Escola Municipal Presidente Castelo Branco
Rua Carlos Gianelli, S/N – Boaçu – São Gonçalo, RJ.

Zonas 068º e 197º – Centro Interescolar Ulysses Guimarães – CIUG
Rua Dr. Gradim, S/N – Porto da Madama – São Gonçalo, RJ.

Zona 069º – SEST/SENAT
RJ-106, KM-7 – Tribobó – São Gonçalo, RJ.

Zonas 086º e 087º – Colégio Municipal Ernani Faria
Rua Oliveira Botelho, Nº 785, Neves – São Gonçalo, RJ.

Zona 132° – Escola Municipal Estephania de Carvalho
Av. Bpo. Dom João da Mata, S/N – Laranjal – São Gonçalo, RJ.

Zonas 133º e 134º – Colégio Estadual Eliza Maria Dutra
Estrada do Sacramento, Nº 475, Sacramento – São Gonçalo, RJ.

Zonas 135º e137º – CIEP 125 – Paulo Roberto Macedo do Amaral
Av. Roberto Marinho, N° 125, Colubandê – São Gonçalo. RJ

Quando é para falar de artistas, São Gonçalo sai na frente. A cidade que é berço de grandes nomes nas diversas formas de artes ganha mais um presente para os amantes da literatura.

O escritor Erick Bernardes, de 42 anos, lança seu segundo livro dia 27 de setembro às 18h no Shopping Partage. Seguindo a característica do autor, “Cambada – crônicas de papa-goiabas” conta história de São Gonçalo com o objetivo de levar informação e cultura para o leitor. 

Com cerca de 40 crônicas reunidas na obra, Erick garante que as escritas trazem conhecimento e curiosidades de uma forma agradável e divertida sobre a cidade. 

“Cada crônica é um bairro ou um sub-bairro de São Gonçalo. Quando comecei a escrever para o jornal percebi logo que daria um livro. Falo sobre histórias e causas desses lugares. As histórias são orais, contadas pelos próprios moradores, já que, as maiorias não estão registradas. Converso com as pessoas e ouço o que elas têm a dizer, às vezes é meio duvidoso porque um bairro tem duas ou três versões, mas eu gosto de colocar isso dentro do texto pra confrontar uma com a outra ou até pro leitor decidir qual é a versão que ele prefere”, contou.

Ressignificando estereótipos

Ao ser questionado sobre o símbolo do livro, um caranquejo, Erick explicou que já pensava em trabalhar com algo sobre os mangues da cidade. Inclusive, uma das primeiras crônicas da obra é sobre a Ilha de Itaoca, no Salgueiro. No entanto, uma brincadeira de alguns colegas o fizeram reforçar essa vontade e ressignificar o que tinha escutado. 

O escritor contou que ao entrar numa sala com diversos amigos artistas, um o reconheceu e disse que ele era de São Gonçalo, afirmando que gonçalense ‘vive num buraco com vergonha do lugar’. Erick logo associou aos mangues da cidade e confirmou ‘sim, tem tudo a ver, temos muitos mangues lá. E quem vive no buraco de mangue ou é tatu ou caranguejo’. O colega continuou: ‘Então, é a cara do gonçalense, anda para trás’. 

Prontamente, Erick respondeu: ‘Você está enganado, meu querido, Caranguejo não anda pra trás não, isso é só pra se defender. Caranguejo anda de lado para enxergar o problema de frente e sobe em árvore ainda, atinge o topo. Gonçalense nasceu para atingir o topo’, relembrou o escritor. O episódio transformou o animal não só no símbolo do livro, como inspirou o nome ‘Cambada’ que é coletivo de caranguejo. 


Atualmente morador do Lindo Parque, mas criado no Engenho Pequeno, ambos em São Gonçalo, Erick conta sobre seus projetos e como decidiu publicar seus contos e crônicas.

“Eu sempre escrevi, desde garoto. Sempre tive vontade de lançar livro e depois de uma certa idade senti que era o momento e eu já tinha muito texto guardado, foi quando eu decidi lançar. Deu certo. O primeiro livro vendeu bastante e foi quando eu passei a escrever minhas crônicas para os jornais”, contou. 

Após o lançamento de “Cambada- crônicas de papa-goiabas”, a obra estará disponível para venda na livraria Ler é Arte, localizada na Rua Coronel Moreira César, 97 e no Bistrô D’avó que fica dentro do Rodo Shopping, Centro.

O evento acontecerá na sala Mais Conhecimento nº 238, o Shopping Partage fica localizado na Avenida Presidente Kennedy, 425 – Centro.  Para mais informações: 98271-9114