O Sargento da Polícia Militar Max Freitas morreu tentando impedir um assalto no São Gonçalo Shopping. Um bandido anunciou assalto nas Casas Bahia e quando o policial foi reagir, um segundo criminoso atirou nas suas costas.

Compartilhei essa semana o número de ocorrências em São Gonçalo para todo tipo de crime. Você pode ler essa publicação aqui voltando nos meus textos ou clicando aqui. É um número assustador de uma cidade largada e totalmente negligenciada em relação aos investimentos públicos nas áreas de segurança.

Fico me perguntando quem cuida do psicológico dos policiais (dos honestos, corretos)? Fazemos cobranças (justas) em relação ao trabalho de muitos batalhões, mas precisamos compreender a profundidade do trauma psicológico que esses profissionais estão passando durante o trabalho.

Se eu tiver problema no meu trabalho, vou ter um computador queimado, uma câmera quebrada, um excesso na conta de luz. Um policial não, um policial usa seu corpo para confrontos letais cotidianamente no Rio de Janeiro. Quem cuida deles?

Existe uma diferença entre policial e polícia. A polícia que é uma instituição de segurança tem todos os erros do mundo. Não dá conta da atenção correta dos policiais, não dá conta da remuneração adequada para os policiais, não dá conta dos equipamentos necessários para os policiais trabalharem. Já o policial é o profissional da ponta que sofre com sua falta de estrutura somada a falta de investimentos na segurança pública do estado.

339 agentes sofreram algum tipo de lesão durante seus turnos de trabalho em 2019. A Comissão de Análise da Vitimização Policial concluiu que a PM gastou mais de 43 milhões de reais com agentes feridos em 2017. Esses números são absurdos e mostram o quanto nós, enquanto sociedade, também estamos destruindo a vida dos policiais cariocas.

É preciso cobrar os casos de crime cometidos por policiais militares. É preciso cobrar os exageros e as mortes criminosas que acontecem no Rio de Janeiro por parte dos policiais, mas é preciso lembrar sempre que os policiais (pessoas, cpf’s) também são vítimas desse sistema que optou pelo confronto ao invés da inteligência que é a segurança pública do Estado do Rio de Janeiro.

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