Projeto de universitária pode mudar situação de enchentes em São Gonçalo

Rascunho de estudo de Lúryann de como seria o Parque Urbano com cisterna linear

Na última segunda-feira, 11, mais uma vez São Gonçalo viveu um dia de terror por causa da forte chuva que causou alagamentos na cidade. Sempre depois de uma tempestade o que se vê são bairros embaixo d’água e pessoas ilhadas. Ao olhar para essa realidade, Lúryann Guimarães, de 25 anos, decidiu que esse seria o tema do seu trabalho final de graduação.

Muito mais do que apenas um tema acadêmico, a estudante de arquitetura e urbanismo da Estácio de Sá, pensou em um Parque Urbano como solução para ser aplicada no bairro Vila Lage, em São Gonçalo. A ideia é que a iniciativa se espalhe e seja recriada em outros pontos mais críticos da cidade, resolvendo assim, um dos principais problemas da região.

“Inicialmente, eu tinha a proposta de um Parque Inundável, somente com o objetivo de minimizar os impactos das enchentes, mas, para poder atender as demais reivindicações que o local pede, e após analisar as propostas para conter as enchentes nesse lugar, percebi que outro projeto poderia atender todas essas questões”, explicou. 

As questões da qual Lúryann se refere foram captadas dos moradores através de uma pesquisa realizada por ela sobre alagamentos. Além de solucionar o problema com enchente na região, a nova proposta tem atenção voltada também para as vias, infraestruturas, lazer, saneamento, segurança e até de vegetação e paisagem -já que os moradores comentaram também que sentem falta de vegetação aos arredores enquanto caminham.- Com isso, nasceu a ideia do parque urbano com cisterna linear. Um local que atende as demandas sinalizadas pela população do Vila Lage.

Como já falado pela estudante, a ideia foi inspirada primeiro de um parque inundável, como o do Watter Square, localizado em Holanda (Veja foto abaixo), que tem uso em dias secos, mas durante as chuvas servem como bacias, como se fossem valas para a água da chuva infiltrar naquela região, ao invés de encher as ruas.


No entanto, depois de pensar a logística da cidade, Lúryann enxergou que o parque urbano é a melhor solução. 

“A ideia surgiu enquanto eu estava ilhada numa enchente no início desse ano lá na Engenhoca, em Niterói e comecei a ficar revoltada pensando como isso poderia ser resolvido. A partir disso fui pensando e pesquisando. Pensei que esse poderia ser o tema do meu trabalho final de graduação, que minha proposta seria de minimizar o impacto dessa enchentes, pelo menos”, contou. 

Referência utilizada pela estudante: cisterna linear da Praça da Bandeira, Tijuca, Rio de Janeiro.

Questionada sobre a escolha do lugar, Lúryann explicou sua ligação com o bairro

“Pensei nessa área do Vila Lage realmente do nada, por ter uma ligação emocional mesmo, até porque quando criança também já fiquei muitas vezes ilhada por lá. E minha outra ligação com esse tema é por estar sempre atenta às chuvas, pois moro em local com encostas. Então comecei com esse foco das enchentes, até que me dei conta que esse projeto poderia atender outras reivindicações dessa parte do Vila Lage, como a parte da infraestrutura urbana e paisagística”, disse a estudante que ressalta que o projeto está em “fase de gestação”. 

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