Miss Beleza Trans Brasil estreia com representante gonçalense no Rio

Um concurso que além de quebrar padrões e superar expectativas, veio para dar visibilidade a comunidade LGBTQI+. No dia 3 de novembro, às 19h, o Miss Beleza Trans Brasil realiza sua primeira edição na casa de espetáculo Scala Rio. Para disputar a coroa, 24 candidatas vão desfilar em trajes de gala e roupas de banho com apoio e patrocínio da TGW Fashion- Moda Trans e da Transgenber Center Brasil . A vencedora estará credenciada para representar o Brasil no concurso de beleza Miss Internacional Queen.

Se engana quem acredita que apenas a aparência será avaliada pelos jurados nesse concurso. Além desse pré-requisito, a candidata que desejar ter o título precisa ter presença de palco, simpatia, se mostrar confiante, segura e ainda ter uma personalidade que a faça se destacar das outras.

Falando em destaque, vale ressaltar aqui o nome de uma gonçalense e moradora do Jardim Catarina que é um forte nome dentro dessa disputa: Eloá Rodrigues, de 26 anos, já Miss Beleza Trans Rio de Janeiro, 2019.

Nascida e criada em São Gonçalo, Eloá fala sobre sua caminhada e a expectativa para o concorrer o novo título.

“Minha vida nunca foi fácil, mas tudo foi conquistado com muita garra. Eu tive pessoas que me ajudaram muito e se eu tenho essa oportunidade de estar aqui hoje, muita gente compartilha disso comigo porque me ajudaram a chegar neste lugar. As expectativas são enormes porque estou trabalhando muito, desde maio, quando fui selecionada. Corri atrás de patrocínio e de profissionais para estar me auxiliando nesse momento”, contou.

Eloá frisa que a representatividade que ela já carrega como Miss Rio de Janeiro vai muito além da coroa e da faixa bonita que atravessa o ombro e a cintura da Miss.

“Pra mim o mais importante é ser uma representante positiva tanto na comunidade LGBT quanto na comunidade negra nos lugares onde eu tenho circulado. É muito importante ser uma representatividade positiva me tirando da margem que nos vem imposta todos os dias. O que as pessoas esperam de uma pessoa como eu, mulher trans negra, é a marginalidade, é não estar dentro dos holofotes, é estar apenas num lugar de subalternidade. Então ocupar esse lugar hoje e ter essa visibilidade é muito importante pra tentar mudar as futuras gerações. Estou me tornando a representatividade que eu sempre quis ter quando era criança”, falou com orgulho.

A casa de espetáculo Scala Rio fica na Avenida Treze de Maio, n 23, Centro- RJ. Para entrada é necessário ingresso (disponível até dia 2 de novembro pela internet e na hora do evento pela bilheteria) e um quilo de alimento.

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