Fazenda Colubandê e a nova temporada de lutas.

Já produzi dois textos sobre a Fazenda Colubandê. O primeiro foi sobre a importância daquele patrimônio com um breve histórico e você pode ler clicando aqui. O segundo foi sobre uma quase efetivação de um projeto de ocupação da fazenda em 2018 e você pode ler clicando aqui.

Hoje foi dia de recomeçar. Dia de reconstruir a animação e lutar novamente através do movimento Fazenda Colubandê – Quem ama cuida, mas antes de falar sobre o encontro, queria fazer um breve histórico dessa luta.

  • 2012 – A Fazenda Colubandê é abandonada com a saída do Batalhão Florestal. Artistas começam a se organizar para questionar o abandono.
  • 2013 – O Vice-Governador da época, Pezão, promete a construção de duas escolas, uma de ensino técnico e outra de segundo grau, e uma biblioteca no espaço .
  • 2014 – O movimento “Fazenda Colubandê – Quem ama cuida” é criado e realiza um Piquenique Cultural que mobilizou diversos grupos, artistas e lideranças políticas de São Gonçalo em defesa da Fazenda Colubandê.
  • 2015 – Grupos organizados continuam cobrando do Governo Estadual as medidas necessárias para a abertura da Fazenda.
  • 2016O Retábulo do século XVII da Capela Santana é roubado.
  • 2017 – André Lazaroni encaminha para a ALERJ o POC, Programa de Ocupação Cultural que daria permissão para a sociedade civil ocupar patrimônios culturais como a Fazenda Colubandê. Além disso, anuncia que ainda naquele ano a Fazenda já estaria funcionando.
  • 2018 – O movimento de Ocupação apresenta diversas vezes o projeto de ocupação sem sucesso. André Lazaroni pede exoneração da Secretaria Estadual de Cultura para disputar as eleições e o novo Secretário, Leandro Monteiro, não encaminha absolutamente nada.
  • 2019 – O Governo Witzel toma posse, nomeia Ruan Lira como Secretário Estadual de Cultura e Economia Criativa e o movimento “Fazenda Colubandê – Quem ama cuida” volta a se organizar para cobrar a reabertura, preservação e recuperação da Fazenda.

A Fazenda Colubandê é a vitória que nós precisamos para ter mais energia e ter a certeza de que as lutas estão funcionando. São quase 9 anos lutando para que esse patrimônio não seja mais um na grade de programação dos incêndios cotidianos no Brasil.

Como eu havia dito em 2017, “fico pensando nas inúmeras possibilidades que esse patrimônio pode cumprir em São Gonçalo. Eventos, Festivais, Formações, Escolas de Formação Artísticas, Casamentos, Gravações e uma ilimitada possibilidade de uso para uma cidade que ainda possui poucos investimentos em aparelhos culturais.”

Essa reunião teve desdobramentos importantes. Iremos encontrar representantes do Governo Federal na segunda feira para mobilizar o tema, encaminharemos novas cobranças para o Governo do Estado e teremos uma nova agenda para que o debate e a mobilização continue com bastante energia.

Para conhecer mais sobre a mobilização, acesse a página do movimento clicando aqui.

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