A cidade do Rio tem dois prefeitos e o resto do Estado não tem Governador.

Pezão é o retrato da repugnância da política. Foi Secretário de Rosinha, de Garotinho e de Sérgio Cabral. Hoje, como governador, consegue juntar ações atrapalhadas com uma gestão que foi jogada de um helicóptero sem para quedas, além de uma série de denúncias que ao perder o foro privilegiado no dia 31 de Dezembro o farão ter um rumo parecido das suas lideranças políticas que estavam juntos no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.

A organização política de um país é clara. O Prefeito cuida do Município, o Governador do Estado e o Presidente do País. O que acontece no Rio é que o Governador tem uma agenda de capital. Só tem projeto político, projeto público e gestão para a capital. Todos os grandes investimentos ficam num eixo geográfico que não dá conta da complexidade do Estado e o que resta (com muita dificuldade de funcionamento) para as cidades além da capital são apenas serviços cotidianos como escolas e hospitais.

Mesmo Niterói que é uma cidade que já foi capital sofre com a ausência do Governo do Estado. Emprestam dinheiro para que os aparelhos do Estado Funcionem, compram carros para a Polícia, além de assumir constantemente as responsabilidades do Pezão. Já as cidades e regiões que não possuem recursos como a “cidade sorriso”, ficam simplesmente com a dependência das gestões municipais para a ordem do dia, para a gestão da cidade e para tentar não quebrar ainda mais do que já estão quebradas.

Pezão é o Governador que não repassa recursos para os Municípios, não faz investimentos nos municípios e ao mesmo tempo isenta a AMBEV de pagar R$650 milhões de reais em impostos. Pezão é o Governador que não pisa em São Gonçalo, na Baixada Fluminense, mas isenta a Cervejaria Cidade Imperial de pagar 10 BILHÕES DE REAIS ICMS  para o Estado.

E assim é na Saúde, na Educação, na Segurança Pública, na Cultura, na Mobilidade Urbana, no Meio Ambiente e em todas as demandas que ele deveria se comprometer. O país está quebrado, o histórico de Governadores do Rio de Janeiro complica ainda mais o cenário, mas é importante que o Governador se posicione o mínimo em relação aos problemas dos outros municípios. Garotinho e Cabral foram uma vergonha para o Rio de Janeiro, mas pelo menos apareciam. Pezão não, Pezão de pé não tem nada, mas tem de bunda.

Autor: romarioregis

Romario Regis é empreendedor, político gonçalense e um apaixonado pelas histórias da cidade.

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