Habitação Política

Que o incêndio em SP nos ensine algo em SG

Romario Regis - Edificio Wilton Paes de Almeida
Imagem do Google Maps

Depois de uma semana fui assistir os vídeos, notícias e informações sobre o incêndio do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, que pegou fogo e desabou há uma semana. Assim que vi as imagens, lembrei dos edifícios que ficam na Avenida Maricá, em São Gonçalo.

Não quero, não desejo e nem acho que o incêndio de São Paulo vá se reproduzir em São Gonçalo, mas o aprendizado que o problema de São Paulo me trouxe é da necessidade da nossa cidade ter políticas de habitação que sejam mais claras e/ou se intensifiquem.

Atualmente não existe política habitacional. Independente de você ser de esquerda ou de direita, liberal ou conservador, é preciso reconhecer que não há uma política que dê conta das contradições que a cidade possui em relação ao tema e isso se resolve na política. É preciso que as lideranças da cidade discutam qual o melhor caminho político, institucional e econômico para que a cidade se organize melhor em relação ao uso do solo para fins habitacionais.

Numa pesquisa na internet (que vou tentar aprofundar e verificar sua procedência), o conjunto residencial de apartamentos formado por dois blocos de quinze andares na foto da publicação é da antiga obra da Lude Engenharia e sua construção teve inicio na década de 1990. Estamos em 2018 e nenhuma política foi implementada no sentido de garantir oficialmente o apartamento para os atuais moradores ou a reorganização de espaço para a construção de casas populares ou construção de apartamentos para venda com faixas populares.

Esse episódio de falta de políticas públicas não se reflete apenas nesse edifício, mas também nos atuais processos de favelização de alguns bairros, a falta de moradia para pessoas que perderam seus imóveis nas diversas enchentes ao longo da história da cidade e principalmente no entendimento de qual é o papel de uma cidade na contribuição para garantir acesso à moradia para pessoas de origem popular, seja através de crédito, financiamento direto ou redução de impostos para o aluguel.

É preciso de zoneamento urbano, aumento de impostos nas áreas que não se pode construir casas e redução de impostos nas áreas que é preciso transformar em áreas de moradia e assim a gente vai modelando a cidade. Sem esse planejamento, sem um plano diretor, sem uma política pública clara de habitação, São Gonçalo será um eterno puxadinho.

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