Cultura

Coletivo Ponte Cultural e a região limítrofe entre São Gonçalo e Itaboraí.

Alberto Sena e Marcos Moura são dois pensadores importantes pra cultura gonçalense. Não falo de intelectuais chatos, desses que ficam na academia pensando as coisas sem interferir no mundo. Eles vão além. Pensam, discutem e impactam o ambiente que vivem seja através de discussões públicas, ações e propostas ou do questionamento cidadão.

No meio da caminhada profissional de Alberto e Marcos, inventaram o Coletivo Ponte Cultural. Se trata de um projeto que incentiva e atrai a população de São Gonçalo e Itaboraí para acessar gratuitamente projetos, eventos e formações no campo da cultura. Seu projeto se traduz através do Sarau Ponte Cultural que rola no bairro Apollo, através do Cine Tamoio que é um Festival de cinema, através de cursos de audiovisual, cinema, teatro, dança, etc.

Romario Regis - Alberto Sena e Marcos Moura

Nessa última quarta visitei o escritório deles que fica localizado na Av. Afonso Sales 206 – Sala 309 – Apolo II. São duas salas e um terraço. Uma sala é de escritório administrativo e a outra é uma sala de aula. O terraço, espaço com uma vista linda, é um dos espaços mais incríveis que já vi numa periferia por ser o ponto mais alto de um bairro plano. Conversamos sobre dois pontos importantes;

1 – A falta de políticas públicas mais concretas na região limítrofe entre São Gonçalo e Itaboraí. 

São Gonçalo e Itaboraí são cidades com uma dificuldade orçamentária absurda e os bairros que dividem essas cidades historicamente possuem pouco acesso às políticas públicas da região. Escolas, postos de saúde, projetos, Centros de Referência e todo tipo de aparelho público não é só de uma cidade, é sempre das duas.

No campo da cultura não é diferente. Mesmo o Ponte Cultural tendo sua sede em Itaboraí, a maioria dos usuários são de São Gonçalo, ou seja, não dá pra pensar o desenvolvimento da nossa cidade sem pensar no desenvolvimento e geração de oportunidades para a região. Se na cultura é assim, por que não pensar na integração de serviços nas áreas da saúde, segurança, assistência social, educação?

No fim da conversa, fiquei pensando no desenvolvimento de consórcios que possam reduzir custos para ambos os municípios. Lembrei de experiências como Agenda 21, do Conleste e outras redes que precisam ser fortalecidas para esse tipo de reflexão vire política pública.

2 – Como usar a região limítrofe para começar a desenvolver as cidades.

Romario Regis - Praça do ApoloSão Gonçalo se desenvolveu a partir de Neves e depois Centro e Alcântara. Já Itaboraí teve seu desenvolvimento a partir da BR101. Ambas as cidades não planejaram seu crescimento e isso fica visível na desorganização de ambas as cidades como eu já comentado o texto “Sem rodovias se encontrando, não existe desenvolvimento em São Gonçalo“. Pensar no desenvolvimento da região a partir desses bairros é pensar em desafogar o centro e diminuir as fronteiras com os vizinhos.

Como São Gonçalo poderia criar um novo eixo econômico próximo de Manilha para que aquela região possa ser mais potente e tire um pouco da desorganização que Alcântara já tem? Como seria possível avança no desenvolvimento de Indústrias nas divisas de Gebara e Guaxindiba, Apolo e Marambaia, Largo da Ideia e Pitanga, entre outros bairros?

Assim como foi a concepção do COMPERJ em que cada município ficaria com uma parte do desenvolvimento desse empreendimento, poderíamos pensar em trabalhos combinados em que uma empresa pudesse instalar sua base de fabricação em um município e a distribuidora em outro com incentivos de ambos os municípios entre outras experiências econômicas.

“São Gonçalo e Itaboraí são primas” – Marcos Moura

Foi um bom dia. Conhecer novas iniciativas da nossa região e entender que as pequenas experiências precisam virar políticas públicas. Não existe saída para uma região com pouca economia que não seja a partir das pequenas experiência de empreendedores de diversas áreas. O Coletivo Ponte Cultural é uma experiência que captura iniciativas no Rio, em Niterói e em outros Estados e adapta para realizar na nossa região. O Coletivo Ponte Cultural é o Peter Pan da Cultura.

um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s