Romario Regis

Gateway – O maior centro cultural da história da juventude gonçalense.

Para quem não sabe, a Gateway foi a maior ou uma das maiores “lan houses” da história de São Gonçalo. Espaço importante para o encontro de uma geração inteira de jovens gonçalenses que fizeram bons amigos. Localizada no Shopping Corcovado, conectava gente de tudo que é lugar através das novas maneiras de combinação social gerado a partir da internet e dos jogos de rede.

Os avanços da tecnologia e o barateamento da internet e computadores fez com que a dinastia das lan houses chegasse ao fim. Mas mesmo com o fim de vários desses locais, a memória fica

Lembro que para os mais velhos a lan house era uma espécie de pub de tudo que é ruim no mundo. Existiam mitos de que em lan house tinha gente comendo criancinha, drogas, estupro, pornografia, seitas demoníacas e formações de quadrilhas. Lógico que junto de um espaço com tantos jovens, sempre existiam os drogados e malucos que apareciam, mas em geral a lan house era um lugar que tinha apenas gente com a cara grudada no computador, com uma latinha de coca-cola e trakinas esperando a hora de rachar o pão com mortadela com a galera, tudo ao som de CPM22, Forfun, Linkin Part e outras bandas semelhantes.

A maior parte do meu tempo jogando Counter Strike foi na Gold’s e depois, na Terminator. Ir na Gateway era como ir na meca gonçalense dos jogos em rede. Lembro que durante um período que eu jogava absurdamente bem CS, fui na Gateway e sai com o frag altíssimo mesmo com um monte de gente do clã deles jogando. Voltei para o Gradim cheio de moral. Era como se a gente jogasse futebol na várzea e numa partida contra profissionais, a gente tivesse ganhado o jogo.

Participei de vários momentos da Gateway. No começo, quando eu voltava para visitar meus amigos de infância na vila iara, sempre passava lá. Depois, quando fiquei viciado em Counter Strike e Warcraft, saia do Mendes Duarte e jogava um tempinho lá. Conheci muita gente boa, o encontro entre os diferentes era lá. Era gente mais nova, mais velha, era gente feia, bonita. Era gente de todas as escolhas de São Gonçalo, de todos os bairros que queriam dizer que foram na Gateway.

Por isso e por tantos outros motivos a Gateway foi um dos maiores Centros Culturais de Juventude para a cidade. Era um dos poucos espaços que os jovens tinham para fazer as escolhas com autonomia sobre o que queriam fazer, com quem queriam conversar, se relacionar e qual caminho poderiam pensar em construir. O tempo passou, todo mundo ficou mais velho e é tão bom passar na rua e olhar para as pessoas e pensar “esse ai jogava pra cacete”.

Obrigado Gateway. No meu coração, nunca chegou o último round.

4 comentários

  1. Também, com um cara super competente que é o meu amigo Ricardo Bragança e também uma pessoa com um bom tino comercial, honesto, além de ter sido educador em cursos no SENAC, que sabia muito bem conduzir a rapaziada, não poderia resultar em outra coisa!

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