Num período que os seriados tem ocupado um espaço importante no cenário audiovisual mundial, a disputa pela Fazenda Colubandê se transformou numa narrativa digna de roteiros de cinema, Netflix e documentários. A cade novo episódio uma série de acontecimentos vão se conectando para construir esse imaginário de lutas, decepções e resistência do movimento de Ocupação.

A partir de hoje entramos no último episódio da primeira temporada. O ano de 2017 foi muito importante pra discussão desse patrimônio e mesmo já estando no final de novembro, ainda tem muita água para rolar. Certamente serão criados novos desafios para os roteiristas que vão continuar a escrever essa história em 2018.

Romario Regis - André Lazaroni

No último episódio estivemos com o antigo Secretário Estadual de Cultura André Lazaroni junto de artistas gonçalenses. A reunião produtiva e logo após tivemos uma reunião com a Secretaria de Planejamento que deixou claro a situação do imóvel. Fizemos a proposta de ter uma reunião com o Governador Pezão e fomos embora com uma boa percepção das conversas…

… mas como toda boa série, eis que Picciani, Paulo Melo e Albertassi são presos e o governo parou.

A partir da reflexão de Platão sobre “tempo do mundo e o tempo da ação”, vou criar um novo tempo chamado “tempo da política”. No tempo da política, é preciso ter paciência, resiliência e resistência e com a prisão desses parlamentares, o “tempo do mundo e o tempo da ação” parou para dar entrada ao “tempo da política” e infelizmente a Fazenda Colubandê está dentro desse tempo.

A prisão desses nomes faz um governo inteiro parar. Se não bastasse o fato de que temos três ex-Governadores (Cabral, Garotinho e Rosinha) presos, agora também temos os últimos dois presidentes da ALERJ desde 2003  (sem contar as presidências do próprio Cabral desde 1995) na mesma situação.

Uma vez, um político que já foi Prefeito do Rio me disse que é melhor uma crise num órgão específico do que uma crise política. Uma crise na saúde, na educação, na assistência social ou em qualquer outra área não faz um governo parar, mas uma crise política faz todo e qualquer documento ser deixado de lado como tem sido. A macro política está incidindo sobre a micro política e as políticas públicas estão estacionadas dentro de algum gabinete por ai.

O bom é que no paralelo do “tempo da política”, existem pessoas preocupadas com o “tempo da ação” e continuamos nos mobilizando pra dar substância ao pedido de reabertura da Fazenda Colubandê. Assim que o Governador piscar e olhar um pouco de volta para o dia a dia das cidades do Estado do Rio de Janeiro, estaremos nós encaminhando e pressionando da melhor maneira possível para que esse patrimônio cultural funcione de verdade.

E como termina o último episódio da primeira temporada?

Termina com um último evento na Fazenda Colubandê no dia 10 de Dezembro. Juntaremos Conselhos Municipais, Secretários de Cultura, Conselheiros Estaduais, Comissão de Cultura da Alerj, vereadores de São Gonçalo, Niterói, Maricá e Itaboraí e a Secretaria Estadual de Cultura para resolver em definitivo essa questão.

O spoiler para a próxima temporada é que independente do resultado, faremos o possível e impossível pela a reabertura da Fazenda Colubandê.

Eu sou aquele usuário que quase nunca usava táxi. Só ligava para alguma cooperativa durante a madrugada ou quando alguém tinha problema de saúde. Depois que o uber apareceu, passei a usar essa modalidade de transporte mais no dia a dia.

Antes, uma corrida de táxi da minha casa até o Centro de São Gonçalo dava R$24,00. Já de UBER, dá R$14,00 e de 99 Pop R$12,00. Ao mesmo tempo que entendo a reivindicação dos taxistas em relação aos aplicativos apontando que eles são “piratas”, também entendo o motorista desses aplicativos e ainda mais o passageiro que antes entendia o táxi como artigo de luxo e hoje tem uma ferramenta mais barata para circular com ar condicionado e de maneira confortável dentro da própria cidade.

Conheci muitos taxistas ao longo desses anos e não acho que a classe inteira seja “corrupta, agressiva e escrota” como dizem. São trabalhadores e como em todo trabalho, existem aqueles que são estúpidos e que ficam marcados em nossa memória. A cada 10 taxistas que peguei, um foi muito escroto e os outros 9 eu não lembro, mas o escroto carrego a história pra toda vida. Também não acho que os taxistas não possuem concorrência, pois eles são concorrentes entre si. Não existe uma empresa chamada “Táxi” e por isso, não chega a ser monopólio tendo em vista que os motoristas podem criar cooperativas, marcas, grupos por interesse de mercado, etc.

Também não acho que essa coisa de UBER e 99 Pop é a revolução da mobilidade não. Acho que a economia do país e da nossa cidade, por ter muitos problemas, gerou um grande número de desempregados que encontraram nessas aplicativos uma oportunidade de ganhar algum dinheiro. Como a maioria dos motoristas falam, é “melhor pingar do que secar“. Por isso e por tantas outras questões que não acho correto o taxista ficar quebrando carro e brigando com os motoristas de UBER e não acho que tenha sentido os motoristas de UBER ofenderem gratuitamente de maneira generalizada os taxistas.

É preciso ter um equilíbrio. Reduzir os impostos do táxi como são as taxas anuais, de exame no Detran, licença da Prefeitura e ao mesmo tempo limitar o número de carros dos aplicativos proporcionalmente ao número de habitantes da nossa cidade. Os dois são importantes e o táxi não conseguiu se reinventar em curto prazo. As cooperativas avançaram pouco em relação à tecnologia e esse mercado que é novo se abriu.
Tirando isso, não vejo necessidade de taxação de impostos para essa nova modalidade de empreendimento. Um motorista do UBER compra um carro sem descontos e um taxista compra um carro com quase 30% de desconto. Os impostos do UBER em relação ao trabalho são normais, já os taxistas “têm isenção de IOF e IPI na compra de veículo e, no Rio e em São Paulo, também podem pedir isenção de ICMS e não pagam IPVA. Cooperativas e associações de táxi de São Paulo e taxistas autônomos do Rio são isentos de ISS“. Por fim, os taxistas recebem integralmente o que ganham na corrida enquanto o motorista de uber/99pop paga 17 à 25% pelo uso da plataforma. Precisamos falar de equilíbrio e não de extermínio.

Não adianta vir com o papo furado de que usar o UBER é usar um veículo ilegal e também não adianta vir com esse papo furado de que os Taxistas são pessoas do mal. Taxistas são trabalhadores e motoristas do UBER também. A responsabilidade da redução de impostos dos táxis e da garantia de um equilíbrio de número de carros dos aplicativos nas ruas é do Poder Legislativo Municipal, Estadual e Federal.

O Brasil é um país recordista de juros e de impostos que não são reinvestidos como deveriam. Precisamos criar mecanismos de redução de impostos para quem é sobretaxado e a regulamentação mínima para quem não tem nenhuma taxação. O caminho não é criminalizar os aplicativos. O caminho é a modernização dos taxistas e a redução dos impostos que não se transformam em políticas públicas de mobilidade para o próprio taxista e usuário.

Adoraria começar esse texto falando sobre a história da Fazenda Colubandê, mas deixo esse conteúdo para o Luciano Tardock do Memória de São Gonçalo que é um dos projetos mais interessantes que debate o resgate histórico gonçalense, mas como um “comunicólogo”, vou tentar localizar a Fazenda Colubandê dentro da demanda contemporânea da cidade.

A Produção Cultural e Patrimonial Gonçalense sempre foi um excedente a ser carregado como uma “mala sem alça” pelo sistema público (municipal, estadual e federal) ao longo de todos os anos. Mesmo durante a gestão de Secretários Municipais, Estaduais ou Ministros sensíveis ao tema, continuamos perdendo patrimônios históricos, casarões e  investimentos assim como várias cidades das periferias do Brasil. Resumindo: Cultura nunca foi uma prioridade na nossa cidade mesmo sendo um setor produtivo importante para a economia local.

Romario Regis - Fazenda Colubandê

Voltando ao ano de 2012, quando a Fazenda foi abandonada, vários artistas, produtores e pessoas ligadas ao tema começaram a se movimentar para sua reabertura. Foram reuniões, textos, pesquisas, artigos e eventos  que desembocaram no projeto “Fazenda Colubandê – Quem Ama Cuida” em 2014, projeto de ocupação cultural que reivindicava investimentos nesse patrimônio a partir da centralidade da cultura.

Romario Regis - Governador Pezão na FazendaAlgumas sinalizações por parte do Governo do Estado foram feitas. Destaque para a promessa do Governador Pezão que em 2013 (ainda como vice-governador) apontava a construção de duas escolas, uma de ensino técnico e outra de segundo grau, e uma biblioteca no espaço, garantindo o espaço do casarão como uma referência regional para o campo da cultura e para os artistas locais.

Chega 2014 e já de maneira consolidada, o movimento “Fazenda Colubandê – Quem ama cuida” realiza um Piquenique Cultural com dezenas de instituições, coletivos, movimentos e grupos envolvidos na defesa da reabertura e manutenção cultural desse patrimônio.

Esse breve relato até 2014 (que continuou até hoje) da atuação dos movimentos sociais gonçalenses na defesa da Fazenda é uma narrativa necessária para posicionar a Fazenda Colubandê como uma das principais lutas do movimento cultural gonçalense. A Fazenda seria um dos nossos principais espaços de encontro e convívio como é o Solar do Jambeiro em Niterói, o Parque Laje no Rio de Janeiro.

As lutas continuaram. Outros eventos aconteceram, outros grupos se mobilizaram, matérias em diversos jornais foram feitas e um real avanço só foi encaminhado no final de 2017 através do empenho de André Lazaroni, o atual Secretário Estadual de Cultura.

André Lazaroni assumiu a Secretaria de Estado de Cultura no começo de 2017. Desde então, se comprometeu em ouvir os segmentos culturais e um deles foi o da Ocupação da Fazenda Colubandê (fica o agradecimento para Cleise Campos que tem sido incansável nesse debate). A partir dessa escuta e da oportunidade de reiniciar o POC,  Programa de Ocupação Cultural, a reabertura da Fazenda virou uma possibilidade real.

O Programa de Ocupação Cultural tem como objetivo a identificação de imóveis ociosos, e/ou fora de uso de propriedade do estado do rio de janeiro para destinação de fins culturais, como instalação de salas de leitura, e/ou de espaço multi cultural que agrupe a realização de atividades das variadas linguagens artísticas, ou de atividades no âmbito do audiovisual, ou atividades do âmbito das artes visuais, ou atividades no âmbito de espaços de memória.”

Lazaroni afirmou durante um encontro regional em São Gonçalo (4 de julho) que reabriria a Fazenda Colubandê através de uma parceria público privada aproveitando a Lei de ICMS. A partir desse apontamento, a equipe da Secretaria Estadual de Cultura começou a se articular e convidou e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo para desenhar uma parceria para esse processo de ocupação elegendo a eu e Verônica Inaciola para coordenar a construção desse projeto.

Romario Regis - André Lazaroni

Construímos o projeto (a partir do acúmulo de 5 anos de atividades dos movimentos sociais e culturais locais), enquadramos dentro da lei de ICMS e na reta final para essa reabertura tivemos algumas barreiras que precisam ser ultrapassadas. Uma delas é a liberação em definitivo por parte da Secretaria de Planejamento e Gestão para o uso cultural da Fazenda, além da Polícia Militar (que atualmente ocupa o aparelho) entender que a Fazenda teria uma potência muito maior sendo usada pela cultura.

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Reunião de mobilização para a reabertura da Fazenda Colubandê no dia 05 de Novembro

Fica pensando nas inúmeras possibilidades que esse patrimônio pode cumprir em São Gonçalo. Eventos, Festivais, Formações, Escolas de Formação Artísticas, Casamentos, Gravações e uma ilimitada possibilidade de uso para uma cidade que ainda possui poucos investimentos em aparelhos culturais. Esse é um momento especial pois o Secretário Estadual de Cultura André Lazaroni está muito empenhado nessa disputa, pois é uma oportunidade incrível para a São Gonçalo disputar o imaginário da cultura para além dos aparelhos que estão abertos e principalmente para os movimentos sociais que estão nessa disputa desde 2012.

A reabertura da Fazenda Colubandê é necessária. Fico feliz de estar no poder público e poder contribuir com esse projeto e também saber que André Lazaroni está animado com essa reabertura e correndo atrás do dinheiro e da viabilidade técnica para isso.

Que em breve, as imagens sombrias e decadentes sejam substituídas por imagens bonitas de uma Fazenda ocupada por quem nunca deveria ter saído de lá, o gonçalense.

Quando Dr. Charles foi Prefeito de São Gonçalo, eu era um moleque. Ele governou a cidade de 2000 até 2004 e eu tinha 10 anos no começo de sua gestão. Lembro nitidamente do famoso jingle “É 15, é 15, é 15. É Dr. Charles” seguido do slogan “Chame o Doutor!“, mas como minha vida se resumida ao futebol, tobi com mortadela e ficar na esquina de casa, não tenho recordações de sua gestão.

O tempo passou, amadureci e no final da minha adolescência todo mundo falava que “Dr. Charles foi o pior Prefeito da história de São Gonçalo“. Convivo até hoje com as comparações dos Prefeitos e um pouco mais informado percebi que o grande problema da dificuldade de se gerir a cidade não tem relação exatamente com o nome do prefeito e sim com o sistema público local. (obs. nada disso tira a responsabilidade individual do gestor)

Talvez você não perceba por estar distante. Talvez perceba e se faz de sonso, mas parte do sucesso de um Prefeito em São Gonçalo se dá a partir da sua relação com os veículos locais de comunicação.

Até 2010 com os veículos impressos e a partir de 2010 com os veículos impressos e digitais. Lembro de uma frase de um grande gestor e amigo carioca que diz “– que não existe governo ruim que não tenha feito nada de bom e governo bom que não tenha feito nada de ruim“. É um pouco de verdade e a publicidade disso ainda depende desses mediadores da comunicação. Um jornal pode destruir ou blindar um Prefeito.

O sistema público de São Gonçalo, independente de quem o governe, precisa piorar muito pra conseguir ser ruim. São anos, dia após dia, de falta de grandes leis e grandes projetos pra retirar a cidade dessa ideia decadente de que São Gonçalo é uma cidade média. Apesar de toda minha paixão pela nossa cidade, temos um sistema público e de relacionamento na política que é muito ruim e infelizmente os veículos de comunicação raramente discutem essas questões.

E a mídia, impressa ou digital, tem grandes contribuições positivas ou negativas pra isso acontecer.

Dr. Charles em sua época não sustentou (vocês que interpretem como quiser) a mídia local. Não conseguiu manter o relacionamento com os jornais impressos que passaram a noticiar todos os dias as mazelas de seu governo. Todas verdades, mas todas construídas a partir do não relacionamento com os veículos e não necessariamente por conta de uma construção de comunicação social e editorial dos mesmos.

Os jornais precisam sim ter posição política, mas tem outros que acabam resumindo sua editoria por “posição” ou “oposição”. Isso atrapalha muito a melhora do sistema público da cidade.

Ao mesmo tempo que vejo veículos (que muitas vezes discordo) como o “Sim São Gonçalo”, “Página Gonçalense” e “Jornal Daki”, “A Política RJ” e “Território Gonçalense” construindo um debate profundo sobre a cidade, vejo outros numa ladainha superficial das questões que contribuem pouco para a melhora significativa das nossas questões. (posso ter deixado de fora outros veículos sérios, mas destaquei esses pois são os que mais acompanho.)

É provável que em algum momento usem esse meu texto para dizer que critiquei alguém, que estou falando mal do governo (que atualmente participo) ou algo do tipo e isso é justamente reflexo da má noção dou má fé da importância da comunicação social para uma cidade.

Dr. Charles cometeu crimes e foi punido como deveria. Nada disso tira a responsabilidade dos veículos de comunicação fazerem uma reflexão sobre sua importância no processo de informar melhor e discutir questões mais complexas pra nossa cidade melhorar o sistema público e político que ainda é muito precário em relação às questões estruturais, econômicas, fiscais e de relacionamento com a população.

Para quem não sabe, a Gateway foi a maior ou uma das maiores “lan houses” da história de São Gonçalo. Espaço importante para o encontro de uma geração inteira de jovens gonçalenses que fizeram bons amigos. Localizada no Shopping Corcovado, conectava gente de tudo que é lugar através das novas maneiras de combinação social gerado a partir da internet e dos jogos de rede.

Os avanços da tecnologia e o barateamento da internet e computadores fez com que a dinastia das lan houses chegasse ao fim. Mas mesmo com o fim de vários desses locais, a memória fica

Lembro que para os mais velhos a lan house era uma espécie de pub de tudo que é ruim no mundo. Existiam mitos de que em lan house tinha gente comendo criancinha, drogas, estupro, pornografia, seitas demoníacas e formações de quadrilhas. Lógico que junto de um espaço com tantos jovens, sempre existiam os drogados e malucos que apareciam, mas em geral a lan house era um lugar que tinha apenas gente com a cara grudada no computador, com uma latinha de coca-cola e trakinas esperando a hora de rachar o pão com mortadela com a galera, tudo ao som de CPM22, Forfun, Linkin Part e outras bandas semelhantes.

A maior parte do meu tempo jogando Counter Strike foi na Gold’s e depois, na Terminator. Ir na Gateway era como ir na meca gonçalense dos jogos em rede. Lembro que durante um período que eu jogava absurdamente bem CS, fui na Gateway e sai com o frag altíssimo mesmo com um monte de gente do clã deles jogando. Voltei para o Gradim cheio de moral. Era como se a gente jogasse futebol na várzea e numa partida contra profissionais, a gente tivesse ganhado o jogo.

Participei de vários momentos da Gateway. No começo, quando eu voltava para visitar meus amigos de infância na vila iara, sempre passava lá. Depois, quando fiquei viciado em Counter Strike e Warcraft, saia do Mendes Duarte e jogava um tempinho lá. Conheci muita gente boa, o encontro entre os diferentes era lá. Era gente mais nova, mais velha, era gente feia, bonita. Era gente de todas as escolhas de São Gonçalo, de todos os bairros que queriam dizer que foram na Gateway.

Por isso e por tantos outros motivos a Gateway foi um dos maiores Centros Culturais de Juventude para a cidade. Era um dos poucos espaços que os jovens tinham para fazer as escolhas com autonomia sobre o que queriam fazer, com quem queriam conversar, se relacionar e qual caminho poderiam pensar em construir. O tempo passou, todo mundo ficou mais velho e é tão bom passar na rua e olhar para as pessoas e pensar “esse ai jogava pra cacete”.

Obrigado Gateway. No meu coração, nunca chegou o último round.