Política

Passo pelo rodo, vejo o monumento e lembro de Panisset.

Essa construção comportamental pulverizada de cidade faz a gente tentar construir símbolos locais que no final das contas não conseguem representar bem o nosso jeito de ser. Brinquei ontem dizendo que a bandeira de São Gonçalo deveria ter uma bisnaga de maionese temperada para dar conta da nossa representação e muita gente acabou rindo disso em tom de identificação ( ler texto aqui ).

E sabe o que é pior? Lembro dessa coisa de representação de cidade todo dia que passo na Praça Luiz Palmier ou se preferir, “Praça do Rodo”. O monumento, construído para representar o “Rodo de São Gonçalo”, acabou virando uma certa piada de tudo que é jeito pela população (e com certa razão). Uma Praça com um monumento que seu entorno não consegue dar conta da vida local. Sem bancos, sem árvores, sem possibilidade de encontro e com um pedaço de ferro gigante no meio.

Já chamaram de tudo, desde um possível relógio do sol até mesmo a possibilidade de ser um pênis gigante. Apesar de um embasamento histórico importante para aquele monumento, seu aspecto físico seguido de um espaço que não agrega as possibilidades do encontro acabam deixando a desejar. Pra quem quiser saber mais sobre os bondes de São Gonçalo, recomendo um artigo de Tafulhar chamado “Bondes: o trilhar do desenvolvimento de São Gonçalo“.

Temos muito ainda para caminhar como cidade. Precisamos parar de tudo em São Gonçalo dar nome de “Palhaço Carequinha” por que apesar do Carequinha ser um dos maiores (se não o maior) representante cultural da cidade, ele já foi nomeado em vários aparelhos públicos. Além disso, precisamos pensar como a cidade agrega valores de encontro para além dos espaços como foi com a reforma da Praça Chico Mendes.

Precisamos também fazer monumentos mais representativos que não sejam construídos até a metade como foi o pórtico na entrada do Shopping São Gonçalo. Precisamos de espaços de conexão que contemplem obras, mas também pessoas. Falo isso de um lugar difícil que é estar no governo, mas ao mesmo tempo, é uma reflexão que extrapola as questões municipais que entra num debate de cidade para os próximos anos, gestões e gonçalenses.

Tirando a reflexão séria, queria falar pra Panisset que ela deve morrer de vergonha quando as pessoas zoam ela por conta desse monumento que publicamente chamam de ferro, mas que nos bastidores chamam de …

um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s