Memória e Patrimônio

História da Batalha do Tanque – Capítulo I [2011]

Lembro como se fosse hoje o início de tudo, Eu, Luã Gordo, Bruno Carvalho, Daniel Pena, Mayra Mesquita, Evelin Claro, Wesley Martins, Rennan Rebelo, Wanderson Amorin e Tatiana Maia nos reuníamos para montar o que chamamos mais tarde de Associação Jovem Gonçalense, projeto e associação que visava trabalhar com juventude, comunicação e cultura em São Gonçalo.

Romario Regis - Batalha do Tanque
Primeira Reunião da Associação Jovem Gonçalense

A partir dessa reunião, tivemos mais duas outras reuniões. Uma na Igreja Matriz e outra na Praça Zé Garoto que desencadeou a realização da Primeira Edição da Roda Cultural da Ex-Combatente no dia 23 de Setembro de 2011.

O primeiro evento dialogava com o meio ambiente. A proposta naquele dia era, para além da cultura urbana, pensar em maneiras de contribuir para o meio ambiente. Conseguimos algumas mudas com o INEA, apoio da Prefeitura de São Gonçalo que naquela época foram extremamente solícitos com a proposta e tudo correu bem.

Numa riqueza de detalhes para detalhar, o atual Secretário de Cultura do Município hoje, Carlos Ney, liberou o espaço para a realização do evento naquela época, Bruno Carvalho viabilizou as mudas com o INEA, Paula Ivo deixou a gente guardar tudo na casa dela (som e mudas) pois era muita coisa, Pedro Ivo emprestou a câmera para filmar, Lucas Rodrigues que fotografou todo o evento quando aprendia a usar a câmera, Luã Gordo que mobilizou toda a galera para cantar e rimar e eu nos bastidores da arrumação.

A partir dai, voltamos para muitas reuniões. Uma muito significativa rolou no Colubandê, na casa do Dipro. Montamos um seminário de organização da Associação Jovem Gonçalense e a ideia era discutir não só a Roda Cultural de São Gonçalo (ex-combatentes), mas também a capacidade que aquele grupo teria de organizar outras ações na cidade. Esse dia foi importante pois Tigrão e Dipro estavam presentes, pessoas que possuem contribuições significativas para o Hip Hop e  Cultura Urbana gonçalense.

Essa reunião decidiu e consolidou o formato que hoje se entende como Batalha do Tanque. Óbvio que a visibilidade e potência que a Batalha do Tanque se dá por conta da capacidade, trabalho e esforço que Felipe Gaspary hoje dá para o projeto, porém, já naquela época a concepção de ter um evento com batalha de mc’s, shows, atividades públicas já era o DNA do Tanque.

Romario Regis - Batalha do Tanque
2ª Edição da Roda Cultural de São Gonçalo [Batalha do Tanque]
Já sem a proposta do evento temático, a segunda edição aconteceu no dia 14 de outubro de 2011 que geraria o fluxo semanal posterior dos eventos. Nesse, a característica do evento já era basicamente a partir da Cultura Urbana. Muitas das pessoas inicialmente na organização já se afastavam e o projeto ia ganhando um corpo focado no Hip Hop e Dom Negrone, Peralta, Dipro, Mc Grilo (atual Revolução) iam encaminhando a proposta com referências e influências nos movimentos do Geração na Trilha, São Gonçalo in Rap e Turbilhão do Hip Hop.

Em novembro, outro marco do processo de acomodação da Roda Cultural de São Gonçalo em espaços públicos e principalmente como um evento que não iria mais sair da programação local independente do apoio ou não do poder público. O marco em questão era o evento em homenagem ao Dia da Cultura, também apoiado pelo Poder Público através da Marilyn Pires.

Famílias, amigos, namorados ocupavam então a Praça dos Ex-Combatentes à partir das 14h no dia 5 de Novembro de 2011. A organização da Roda naquele período já era basicamente Luã Gordo, Eu, Bruno Carvalho e Wesley Martins  com apoios eventuais de Dipro, Peralta e outros nomes que nem sempre acompanhavam. Nesse dia, além da Batalha de Mc’s e apresentação do Soldados da Pista (Luã Gordo e Mamute no dia), também rolou apresentação teatral. Destaque para o freestyle de Mamute que geral ficou de boca aberta e que certamente inspirou ainda mais nomes como Lucas Moura (LT), Jeffinho, Liink, etc.


O ano de 2011 foi fundamental para que a Batalha do Tanque tivesse crescido tanto. Apesar de vários conflitos, apesar de muita gente não se falar ou ter algum tipo de receio um com o outro, esse processo de construção da Roda Cultural de São Gonçalo crescesse foi incrível. Nos próximos textos vou escrever mais sobre os anos seguintes, sobre os desafios e pessoas que foram fundamentais para esse processo.

Vale lembrar que esse é um ponto de vista meu sobre a história do tanque e outro ponto de vista também é válido. Assim como Gaspary é fundamental para que hoje a Batalha do Tanque seja tão grande, as pessoas que carregaram peso, árvore ou simplesmente passaram pelo evento são tão importantes quanto.

Tenho muito pouco contato com alguns dos nomes que citei no texto, mas independente da nossa relação hoje, fica o agradecimento pois esse evento que surge em 2011 também desdobrou grandes oportunidades para mim nos anos seguintes (que também serão citadas).

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