Empreendedorismo

Seu talento é sua maior preciosidade.

Por algum motivo, por alguma curva ideológica e ou de informação, você tem talentos que só você tem. Talvez você não perceba, talvez isso não tenha despertado, mas existe algo nesse mundo que só você sabe fazer e que precisa descobrir.

O que você não sabe até importa e é preciso se esforçar para saber, mas o que realmente é a bússola que te guia é aquilo que tu sabe fazer. Aquilo que sabemos é o conjunto de informações que seu cérebro codificou para resolver as equações da sua vida. Sim, vida. Bem diferente de trabalho.

E as obrigações cotidianas? as obrigações sociais? o jeito “tradicional” de funcionar? Família? Expectativas?

Ai é problema seu.

Na segunda-feira você …

está indo pro trabalho sem vontade ou
está desesperado sem trabalho ou
está de folga por trabalhar no shopping ou
está insatisfeito com sua qualificação ou
está querendo ser demitido ou
está acordado na cama sem nada pra fazer ou
está … (use a criatividade).

Você sai ou fica em casa todo dia fazendo coisas que não são organizadas a partir das suas potências. Sua organização quase que inteira da vida é a partir de obrigações ordinárias que não agregam nenhum valor para as coisas que te dão tesão.

Você faz cursos, pós, faculdade, vai pra escola, faz reciclagem, vê vídeo no youtube e lê sobre assuntos que não formam os seus talentos, mas que apenas dão conta da sua capacidade pessoal de responder as “regras sociais” que vão te colocar como uma “pessoa boa” ou “pessoa ruim”.

Ser uma pessoa boa é dar conta de todas as obrigações sociais que o mundo te pressiona e/ou involuntariamente te obriga. Estar num trabalho (que enobrece), estudar, não faltar, ser pontual, dar conta das questões familiares, das contas, dos amigos, da moral pública te fará uma pessoa “impecável”, mesmo que isso vá tolir aquilo que mais precioso você tem. Dizendo de uma maneira mais objetiva; – você prefere ser infeliz para não frustrar seu próximos.

Você é bom para quem se matando fazendo o que não gosta? Pra TIM? Pra ENEL? Pra sua família? Trabalho é uma obrigação. Lutar para trabalhar com o que se deseja e com aquilo que se tem talento é uma das grandes revoluções que você pode fazer na sua vida.

Trabalho requer obrigação.
Talento requer treinamento.

Pense na centralidade da sua vida a partir do seu talento. Treine todos os dias ao invés de participar de um sistema em que o capital é premissa de sucesso (cobre e tenha dinheiro, mas não seja movido por ele).

Se você tiver um talento, se você tiver uma habilidade especial que só você tem e que só você pode desenvolver, DESENVOLVA. O impacto positivo em escala do seu talento poderá ser mais importante do que as frustrações para quem está por perto. Cabe a você estabelecer quais são os limites.

Quando você quer ser Professor e sua família diz que você precisa ser Arquiteto e mesmo assim você vai ser professor, você não está frustrando sua família, você está fazendo aquilo que melhor poderia ser feito para a partir das suas bússolas. Quando seu namorado ou namorada diz que se você fizer intercâmbio ou se mudar o relacionamento vai acabar quer dizer que o relacionamento pode acabar sim, mas que sua capacidade de catálogo de informações e talentos pode ser potencializada TAMBÉM.

Quando você não tem mais tempo para seus amigos, familiares, companheiro ou companheira por conta de estar focado em desenvolver seus talentos, você não está decepcionando as pessoas perto. Você está fazendo um bem para centenas de outras pessoas que precisam do seu talento.

Essa ideia de que Trabalho enobrece o homem/mulher é CAÔ! Trabalho é obrigação social para você arcar com os desejos e outras obrigações do capital. O que enobrece o homem/mulher é ele acordar e desenvolver aquilo que gosta para poder treinar enquanto deseja viver.

Pensa num jovem de 15 anos chamado Joaquim que começou a trabalhar aos 15 anos em algo que não fará ele ser feliz.

Pensou?

Esse jovem passou todo o resto da vida trabalhando dando orgulho para as obrigações sociais sendo um bom filho, um bom amigo, um bom colega de trabalho, se aposentou, morreu e foi tratado como “ah o Joaquim era tão trabalhador”.

Agora te pergunto…

… qual a chance de Joaquim, começando a trabalhar aos 15 anos, conseguir desenvolver algum talento que não orgulhe as pessoas próximas e sim o mundo ou algum número de pessoas maior do que o núcleo que o conhecia através das suas obrigações?

Somos todos formados pela moral cristã pensando na lógica do “viver a nossa vida para o outro”, “viver nossa vida para fazer o outro feliz”, mas também somos formados pela lógica do capital de “viver a nossa vida para acumular dinheiro”, “viver nossa vida para ter lucro explorando o outro”.

Seu talento, em várias hipóteses, pode ser o equilíbrio de dedicar a sua vida para ser o melhor naquilo que você precisa ser para dar conta de viver para o outro e usar o seu talento para explorar sua capacidade de rendimento ganhando dinheiro (pouco ou muito).

Isso não tem relação com o “nível de prestígio de um trabalho”. Isso pode ser com qualquer trabalho.

Uma pessoa pode ser um pedreiro incrível que tem o mesmo desejo de ser engenheiro ou arquiteto.

Uma pessoa pode ser um fofoqueiro incrível que tem o mesmo desejo para ser pesquisador.

Uma pessoa pode ser dona de uma barraca de cachorro quente que tem o mesmo desejo de ser dona do Mc Donalds.

Desejo por fazer algo não é da classe social. É da lista de códigos criados que nos fazem ter água na boca de dizer nossa função social a partir das nossas virtudes.

Desejo!
Talento!
Potência!

Desenvolver talento é ter que ouvir que “se vendeu”, que “não dá mais bola para o lugar de onde veio”, “não tem tempo para as pessoas”, “não é presente”, etc. Isso frustra as pessoas, deixa elas tristes, mas se você é o melhor no que faz ou sabe o que precisa fazer da sua vida, não desista. Existe um mundo inteiro necessitando de você por mais que sua função social vá ser comprometida.

Tenha uma boa segunda-feira. Frustrar as pessoas próximas nem sempre é um erro.

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