Tecnologia

E-Sports já é o principal esporte de uma nova geração.

Ontem, na rua, perguntei para uns moleques de 10 anos qual era o time deles.

Imediatamente, responderam atropelando a fala um do outro que torcia para os times da Pain, Red Canids, CNB e falaram os nomes dos atletas como Revolta, Mylon, Kami, Yoda, Brtt.

Nesse momento devem ter três tipos de pessoa lendo;

1 – as que sabem sobre o que estou falando.
2 – as que sabem e que acham idiota.
3 – as que não acham nada por que não sabem.

Pra quem não sabe, esses times são de um jogo chamado LOL. Se trata de um jogo online de estratégia, ação e rpg que 5 jogadores jogam contra outros 5 jogadores.

E por que vim falar disso?

Por que rolou mais uma final do CBLOL e nenhum jogo do Flamengo, Vasco, Palmeiras, Corinthians ou outro time qualquer mobilizou mais gente online do que o LOL. Ainda que esses times estejam começando a disputar esse imaginário, ainda não movem tanto o jovem online como esses times.

A cultura digital mudou o mundo. Já mudou a muito tempo, mas agora é só a consolidação dessas mudanças.

Quando eu jogava Counter Strike e Futebol no mesmo período, nitidamente existia uma prioridade para o futebol, mas isso não é uma regra para essa nova geração. O cenário de e-sports (games esportivos) cresceu muito e os salários, estrutura e tudo mais são mais fortes e com belas premiações.

Acompanho muito esse cenário. Faço algumas contribuições textuais para alguns blogs sobre os bastidores e sobre o mercado do mundo de jogos digitais e estou muito feliz do Brasil estar crescendo nesse segmento.

Apesar do saudosismo imediatamente dizer pra gente que jogos digitais são coisas de Nerd, coisa de gente que não sai, que não faz nada da vida, é preciso reconhecer as novas maneiras de viver, ganhar direito e ser feliz.

Sim, hoje, em 2017, é possível que uma criança opte em ver Red Canids em Recife ao invés de assistir Flamengo e Vasco no Maracanã e isso não é absurdo, é a mudança das praticas esportivas e comportamentais da nova geração.

Sei que esse texto não deve ser do interesse da minha rede de amigos, mas se tem um conselho pra dar é que o mundo mudou e é preciso reconhecer que nem sempre o que a gente acha que é o melhor para a nova geração é o que a gente viveu.

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